ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação
O secretário de Saúde de Cuiabá, Kamil Fares (PSB) volta a ser alvo de colegas médocos no parlamento cuiabano. Ricardo Saad (PSDB) e Maurélio Ribeiro (PSDB) não têm poupado Kamil e fazem duras críticas ao socialista.
Durante sessão plenária desta semana, Maurélio foi sarcástico e disse que Kamil precisa ter dignidade para deixar ao cargo. Em comparação, ele relembrou até mesmo a renúncia do Papa João Paulo II.
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“Fiquei sabendo que o secretário disse que não imaginava que a Saúde de Cuiabá fosse um caminho tão árduo. Peço dignidade ao secretário, se ele não está bem, que peça para sair. Até o Papa renunciou, não há porque ficar se apegando a cargos”, disse o tucano. Vale lembrar que Maurélio já foi secretário da Pasta, na gestão de Wilson Santos (PSDB) e também não recebeu aplausos ao sair.
O vereador Ricardo Saad apresentou recentemente uma denúncia onde afirmou que Sara Reich e Marina Pizotto, nora e enteada de Kamil, respectivamente, recebem indevidamente pelo trabalho de dentistas. O vereador acusa Fares de nepotismo e permissão de funcionário fantasma. Logo após a denúncias, ambas foram exoneradas. Leia mais AQUI.
Saad disse que após a denúncia, que foi levada até o Ministério Público, pessoas ligadas ao prefeito Mauro Mendes (PSB) o teriam ameaçado. “Eu não tenho patrão, faço o que a minha consciência mandar. Recebi ligações tentando me intimidar, mas não tenho medo de ameaças nem perseguição”, frisou.
Saad também denunciou maus tratos por parte da empresa Integral Segurança, contrata pela Prefeitura para atuar no Pronto Socorro de Cuiabá, contra uma servidora da própria unidade de saúde.
“Ela foi agredida mais de uma vez, foi reclamar com a diretoria do PS, que fez pouco caso e ameaçou fechar o setor que ela trabalha se não parasse de reclamar. Com isso, a servidora optou por registrar um boletim de ocorrência. Esta empresa não pode atuar dessa forma. Nós vereadores, já tivemos a oportunidade de ver como isso funciona lá, também fomos agredidos”.
Além dos apontamentos citados, Saad ainda relembrou denúncias de contratação de empresa sem licitação para atuar no Pronto Socorro; compra de medicamentos com preços acima do de mercado, mesmo tendo um pregão em aberto para aquisição dos mesmos; empresa de informática paga de forma irregularmente; comissionados contratados para atuar na Secretaria de Saúde, locados em outras pastas e não cumprindo a carga horária determinada para um DAS3 e contratação de empresa fantasma para realizar a reforma do Pronto Socorro.
A reportagem tentou manter contato com o secretário, mas ele não atendeu às ligações.










André 07/08/2013
Não me lembro do Papa joão paulo ter renunciado e sim Bento dezesseis! mais atenção!!!
maria 11/07/2013
Esse desgoverno municipal, já começou errado. o MM não ceita crítica e seus secretários só vieram para por a mão na grana do municipio...muitos contratos desnecessários e em todas as secretarias os efetivos estão sendo humilhados pelos contratados...infelizmente temos ainda 3 anos e meio
Bruno 10/07/2013
Os dois vereadores teriam coragem de assumir a secretaria de saude do município caso fossem convidados?
3 comentários