MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Uma comitiva de chineses, que estudam a viabilidade da implantação da Ferrovia Transcontinental, que deve ser construída em cooperação entre Brasil, China e Peru, saiu neste domingo (7) de Porto Velho (RO), de ônibus e chegará na sexta (12), em Cuiabá.
Participarão do evento o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang e outros 23 empresários do país.
O objetivo é avaliar o trajeto da Ferrovia, passando por Ji-Paraná e Vilhena (RO); e Comodoro, Campo Novos dos Parecis, Lucas do Rio Verde e Cáceres, em Mato Grosso.
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Na quarta-feira (10), a comitiva para em Lucas do Rio Verde para participar do primeiro encontro para debater a viabilidade da linha férrea. Participarão do evento o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang e outros 23 empresários do país.
Também participam do encontro os governadores Pedro Taques (PDT), Tião Viana (PT), do Acre e Confúcio Moura (PMDB), de Rondônia, acompanhados de suas comitivas acompanham a comitiva, que será reforçada com a presença de senadores e deputados dos três estados.
O PROJETO
A previsão é de que os investimentos sejam na ordem de R$ 30 bilhões. Ainda não foi ‘batido o martelo’, mas é quase certo que Mato Grosso faça parte deste megaprojeto
A previsão é de que os investimentos sejam na ordem de R$ 30 bilhões. Ainda não foi ‘batido o martelo’, mas é quase certo que Mato Grosso faça parte deste megaprojeto que visa a construção de uma Transoceânica (ferrovia que vai ligar China, Brasil e Peru por meio de um corredor de trilhos entre o Atlântico e o Pacífico).
Reprodução
Traçado da ferrovia.
Por enquanto, a obra não passa de um acordo preliminar entre os países.
Em Mato Grosso, a megaferrovia deve atingir o trecho que liga Lucas do Rio Verde a Goiás, que é por onde passa a maior parte da produção de grãos do país.
No desenho original, a Transoceânica começa no Rio de Janeiro, passa por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, e segue até o Peru pela Cordilheira dos Andes.
Caso o projeto se torne realidade, Mato Grosso vai se tornar um estado mais competitivo no mercado da soja, que hoje tem apenas dois caminhos para chegar aos grande exportadores: pelo Porto de Santos ou pelo Porto de Belém do Pará.














