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04 de Julho de 2013, 10h:30 - A | A

POLÍTICA / TRANSPORTE COLETIVO

Manifestantes querem pressionar Mendes a sancionar projetos aprovados por vereadores

Prefeito está em uma "sinuca de bico", já que, em caso de vetos aos projetos, a Câmara pretende derrubá-los. Setor de transporte público desgasta imagem de Mendes.

RENAN MARCEL - DA REDAÇÃO

Quase três mil pessoas foram às ruas no primeiro Ato (Foto: RepórterMT)

Quase três mil pessoas foram às ruas no primeiro Ato (Foto: RepórterMT)

RENAN MARCEL - DA REDAÇÃO



O prefeito Mauro Mendes (PSB) vai ser bastante pressionado nesta quinta-feira (4) por um novo protesto nas principais avenidas de Cuiabá. Manifestantes vão direcionar as cobranças para a área do transporte público da cidade e a principal reivindicação é a sanção das cinco leis aprovadas pela Câmara Municipal, que beneficiam os usuários dos coletivos, principalmente os estudantes. O assunto vem gerando bastante polêmica, já que as empresas do setor sugerem aumento da tarifa de ônibus, caso as leis sejam aprovadas pelo Executivo. O “Ato em defesa do transporte público”, que também vai defender a revogação do último aumento, feito em 2012, acontece às 17h, com início na Praça Alencastro.

Dessa vez os manifestantes saem da sede da Prefeitura, sobem a Getúlio Vargas, retornam pela Isaac Póvoas até a Tenente Coronel Duarte (Prainha). Depois eles devem caminhar até a Av. Mato Grosso e retornar à Praça Alencastro pela rua Barão do Melgaço.

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As leis aprovadas pelos vereadores pedem a volta dos cobradores, derrubam a restrição de horário para uso do passe livre, aumentam o tempo de integração do cartão transporte e incluí os estudantes de pós-graduação dentro da lei do passe livre. Além disso exige o recebimento da tarifa também em dinheiro.

Agora cabe ao prefeito sancionar ou vetar os projetos. De um lado, Mendes se vê pressionado pela sociedade civil organizada, e de outro, pelos empresários do setor de transporte, que pedem o veto aos projetos. Como se não bastasse a “sinuca de bico”, ele ainda pode ter o veto derrubado pela Câmara, o que desgastaria ainda mais a sua imagem e “limparia” a da Casa de Leis. Depois que receber os projetos, o prefeito tem 15 dias para analisá-los e se decidir.

No Facebook, onde mil pessoas confirmaram presença no evento até o momento (número que, em comparação com as edições anteriores do protesto, é relativamente pequeno), os organizadores justificam a realização do ato:

“A população está indo as ruas no Brasil todo e um dos principais motivos tem sido a indignação com o transporte público. Os problemas no transporte público de Cuiabá e Várzea Grande são antigos, não é de hoje que os trabalhadores têm que utilizar um transporte de má qualidade, sem ar condicionado, sem acessibilidade, superlotados e com uma tarifa caríssima. Entra governo, sai governo e o compromisso dos prefeitos eleitos é atender aos interesses dos empresários, ao invés da população.

Em Cuiabá está claro para todas e todos que a política do transporte só tem favorecido ao lucro das empresas de ônibus, deixando seu caráter público e a qualidade a desejar. A população se sente como sardinha espremida nos ônibus, ou melhor, nas sucatas sem ar condicionado; não há estrutura de qualidade nos pontos de ônibus e, além disso, a população tem pagado tarifas que não condizem com seus salários. A tarifa aumenta todo o ano sem melhoria nenhuma”, diz trecho da apresentação.

Os manifestantes fazem questão de lembrar que a redução de R$ 0,10 anunciada por Mendes no mês passado se deu a partir da isenção fiscal dos impostos federais Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Eles querem mais que o “valor ínfimo de R$ 0,10”.

 

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