MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Somando quase R$ 20 milhões, os dois candidatos a suplente de senador mais afortunados da disputa eleitoral de Mato Grosso, os empresários Paulo Gasparoto (PSD), segundo suplente na chapa do candidato a governador José Riva (PSD) e Marcelo Maluf (PSDB), primeiro suplente na chapa do candidato a governador Pedro Taques (PDT), apresentam em seus registros de candidaturas uma lista de bens que chama a atenção, pelos milhões investidos em ações, imóveis, aeronave, joias e até dinheiro emprestado.
Com a maior fortuna, Marcelo Maluf, suplente do senador Jayme Campos (DEM), que busca sua reeleição, apresenta o patrimônio declarado de R$ 13.310 milhões.
Somente de joias pertencentes à família, o empresário declarou R$ 520 mil. Maluf também declarou o patrimônio de R$ 2.932 milhões em ações empresariais e o montante R$ 6.513 milhões de empréstimos a receber de empresas de sua família, construtoras e até mesmo da empresa Agropastoril, de propriedade do deputado federal Júlio Campos (DEM).
Já o segundo colocado, entre os suplentes, no quesito declaração de bens, o empresário Paulo Gasparoto, ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá, que declarou o patrimônio de R$ R$ 6.536 milhões. Em sua relação de bens o empresário apresenta em sua declaração quase R$ 4 milhões em ações empresariais e uma aeronave modelo Seneca III, benefício entre os candidatos das chapas majoritárias, somente José Riva declarou que possuí.
O posicionamento financeiro dos suplentes pode favorecer, na hora das doações, as campanhas de seus candidatos pela única vaga de Senado disponível para Mato Grosso, nesse pleito.
Quando comparados ao patrimônio declarado de todos os 10 outros nomes que disputam a primeira e a segunda suplência de Senado as fortunas de Maluf e Gasparoto chamam ainda mais atenção, já que juntos os bens dos demais concorrentes somam R$ 2.694 milhões, quase 10 vezes menor que o declarado pelos empresários.