PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
O senador Blairo Maggi (PR) vai mesmo se filiar ao PMDB. Em entrevista exclusiva ao
no fim dessa tarde de segunda-feira (01) Blairo confirmou que a mudança, ainda sem data para a oficialização, se deve ao fato de o PMDB “tem maior inserção nacional”.
“O meu atual partido tem apenas um dono e esse dono faz os acordos políticos naquilo que convém a ele e não no que convém ao partido e, normalmente essas conveniências acabam beneficiando o Estado e a região dele, já no PMDB isso não acontece, é um partido mais orgânico”, declarou o senador.
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O “dono” do PR, a que Maggi se refere é o deputado federal e ex-ministro dos Transportes Alfredo do Nascimento, do Amazonas.
“No PMDB eu acho que vou poder discutir melhor essas situações num contexto maior, ou seja, não é um partido que tem um dono, é um partido que tem
“A minha posição inicial é de não de disputar mais nenhuma candidatura, mas se houver alguma coisa [convencimento, mudança de idéia], continuarei onde estou".
tendências dentro dele e essas tendências acabam prevalecendo e é nessa direção que estou trabalhando”, prosseguiu Blairo, que já recebeu todas as garantias e o respaldo do presidente nacional do PMDB, vice-presidente da república Michel Temer. “Agora falta ainda conversar um pouco mais com o [Carlos] Bezerra e com o meu pessoal do PR do Estado, tipo assim, dizer que essa é a minha decisão e que agora meu trabalho é compor isso”, emendou.
O senador também pretende levar consigo boa parte das lideranças que o acompanham partidariamente há pelo menos 10 anos no Estado, principalmente os prefeitos eleitos pelo PR no Estado e que também dforam liberados pelo STF para mudar de sigla sem o risco de represália.
“Todos serão bem-vindos”, adiantou.
Blairo Maggi deixou claro na entrevista, porém, que não há qualquer chance de ele disputar o governo do Estado em 2018, quando do fim do primeiro mandato do pedetista Pedro Taques, que também deve mudar de legenda, provavelmente aderindo ao PSDB, uma antiga paixão de Taques.
“A minha posição inicial é de não de disputar mais nenhuma candidatura, mas se houver alguma coisa [convencimento, mudança de idéia], continuarei onde estou [Senado]”, garantiu.
Nesse sentido, não foi á toa que Maggi optou pelo PMDB. Em Mato Grosso, só teria no páreo para projetos eleitorais o atual (e eterno] presidente da legenda, deputado federal Carlos Bezerra, que aos 74 anos não tem mais pretensões de candidaturas [ ele terá 76 no fim do atual mandato].
No Contexto nacional, Blairo, em termos de expressividade política apenas ficaria atrás do vice-presidente da república Michel Temer, o que para o senador mato-grossense seria um bom negócio para disputas nos dois níveis, estadual e nacional.
Entretanto, Blairo Maggi ao se livrar do PR, não fará o mesmo em relação ao PT. É que os republicanos assim como o PMDB, estão na base governista da presidente petista Dilma Roussef.
Nos últimos dias, Maggi criticou muito a política econômica e fiscal de Dilma, o que de açor com o ainda republicano já está superado.
“O momento mais agudo já passou. A aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso dá ao governo maior previsão de caixa, em relação ao que ele tinha e também já há o compromisso do [ Joaquim ] Levi [ministro da Fazenda] de pagar o FEX do Estado [Fundo de Exportação] já agora no segundo semestre, além de abrir espaço fiscal para o Estado contrair empréstimos para quitar as obras que foram feitas no governo Silval [Barbosa –PMDB]”, explicou Blairo
Treze prefeitos que foram eleitos pelo PR em 2012, estão aptos a seguirem Maggi rumo ao PMDB. A maioria deles tem ligação muito estreita co o senador.
Mas o que vem também chamando a atenção nos bastidores políticos do Estado é a articulação do “cacique” Carlos Bezerra para deixar o PMDB muito mais firme e forte do que já é. Apesar da idade aparentemente avançada, Bezerra, perspicaz, já ‘cantou’ a deputada Janaína Riva (PSD) para também aderir aos quadros peemedebistas. A parlamentar, quase 50 anos mais nova, mas com a convicção de que a situação na sigla social-democrata está insustentável [especialmente depois da prisão do pai dela, José Riva, fundador do PSD em Mato Grosso] se disse animada com o convite e ficou de dar a resposta até o mês que vem.
Se Janaína Riva também decidir-se migrar para o PMDB, ela tende a levar consigo cerca de 30 prefeitos do interior do Estado que a apoiaram em sua eleição de deputada, atendendo a um pedido do pai dele, liderança natural e forte dentro do segmento municipalista.















MARIO 01/06/2015
DEUS É BOM E SUA MISERICÓRDIA DURA PARA SEMPRE, QUE DEUS NOS LIVRA DESSAS COISAS.....
1 comentários