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27 de Outubro de 2014, 19h:28 - A | A

POLÍTICA / RISCO DE CASSAÇÃO

Juiz inclui em ação quebra de sigilo fiscal e bancário contra Wallace

A determinação do juiz do TRE veio após o procurador Regional Eleitoral, Douglas Fernandes, tomar conhecimento do caso e se posicionar contra o direcionamento do juiz de Várzea Grande.

DA REDAÇÃO



A situação do prefeito de Várzea Grande começa a ficar delicada junto à Justiça Eleitoral de Mato Grosso. Walace Guimarães (PMDB) é acusado pelo Democratas de abuso de poder econômico e esquema de “caixa dois” na eleição municipal de 2012, quando Guimarães disputou com a esposa do senador Jayme Campos (DEM), Lucimar Campos (DEM) a prefeitura da cidade.

Nesta segunda-feira (27), o juiz Otávio Vinícius Affi Peixoto, da 58ª Zona Eleitoral em Várzea Grande, cumpriu uma determinação do juiz Lídio Modesto da Silva Filho do Tribunal Regional e mandou incluir a quebra de sigilo fiscal e bancário de Walace junto à ação de investigação eleitoral com pedido de cassação de mandato.

A determinação do juiz do TRE veio após o procurador Regional Eleitoral, Douglas Fernandes, tomar conhecimento do caso e se posicionar contra o direcionamento do juiz de Várzea Grande.

Confiante em que sua esposa possa assumir o comando da Prefeitura de Várzea Grande, Jayme disse, recentemente, que ela estaria pronta para assumir o cargo.

“Eu acho que o direito dela é esse. Ela teve 45.400 mil votos, um desempenho fantástico”, argumentou.

Na determinação expedida, o juiz da comarca de Várzea Grande ainda levou um “puxão de orelha” do juiz Lídio Monteiro que fez questão de frisar que a decisão do uso das provas da quebra do sigilo bancário não caberia a ele e já estava definida.

“ Registrou que, de forma equivocada, o Juízo da 58ª Zona Eleitoral está resistindo a dar cumprimento à determinação desta Corte, no pertinente ao retorno, aos autos, das provas já produzidas, sob a alegação de que cabe a ele decidir sobre a necessidade e conveniência da vinda dessas provas aos autos. Destacou que o acórdão proferido por este Regional é claro no sentido de que a decisão de determinação primitiva de quebra de sigilo bancário foi restabelecida por esta Corte Eleitoral que, inclusive, decidiu que, após o retorno dos documentos relativos à quebra de sigilo, caberá ao juízo a avaliação da prova, não a decisão sobre a sua produção ou não, fato que já se encontra consumado, decidido”, diz trecho da determinação.

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