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22 de Novembro de 2016, 10h:40 - A | A

POLÍTICA / DEU EM O GLOBO

Jornal diz que Alan Malouf operou R$ 2,5 milhões para campanha de Taques

A afirmação foi divulgada na coluna do jornalista Lauro Jardim, na manhã desta terça-feira (22). A acusação teria sido feita em suposta delação premiada do ex-secretário Pedro Nadaf.

RAFAEL DE SOUSA
CELLY SILVA



Nova publicação do colunista Lauro Jardim, no portal O Globo, voltou a divulgar, nesta terça-feira (22), supostas revelações, que teriam sido repassadas à Justiça, a partir de delação premiada do ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf, que conforme o colunista teria apontado irregularidades financeiras na campanha do governador Pedro Taques (PSDB). Desta vez a afirmação é de que o empresário mato-grossense Alan Malouf teria sido o operador que intermediou o repasse de R$ 2,5 milhões, por meio de "caixa dois" à campanha do tucano, quando este disputou o governo do Estado, em 2014. (LEIA MAIS).

A coluna ainda ressalta que Malouf  teria atuado como arrecadador da campanha de Taques e cita os "laços políticos" do empresário com PMDB, que até 2014 era responsável pelo governo do Estado, com a gestão do ex-governador Silval Barbosa, preso desde setembro de 2015.

No mês de setembro, o Ministério Público local pediu a prisão de Malouf no âmbito da operação Sodoma, por envolvimento em fraudes financeiras, ligadas à gestão passada.

A publicação do O Globo encerra destacando que Taques nega a irregularidade. A mesma afirma que a delação premiada de Pedro Nadaf deve ser homologada ainda este ano.

O OUTRO LADO

A assessoria de imprensa do empresário emitiu nota alegando que Alan Malouf atuou como colaborador na campanha de Pedro Taques, mas não como "opeador financeiro".

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:

Acerca da notícia intitulada “Delator no Mato Grosso entrega suposto operador de Pedro Taques”, publicada nesta terça-feira (22), na coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo, esclarecemos que a informação é equivocada.

Em nenhum momento o empresário Alan Malouf foi “operador financeiro” na campanha de Pedro Taques, muito menos assumiu alguma função no grupo político. Malouf atuou, juntamente com outros empresários, como colaborador.  

Rechaçamos, ainda, a ligação feita entre o empresário e o PMDB, como insinua a notícia, uma vez que Alan Malouf nunca teve ligações partidárias ou vínculo político.

RESPOSTA DO GOVERNO

Ao , o secretário de Comunicação do Estado, Kléber Lima, reiterou que a posição do governo é de que o ex-secretário Pedro Nadaf e o governador Pedro Taques jamais tiveram qualquer relação política, pelo contrário, pertencem a grupos opostos. Ressaltou que não pode falar sobre algo que não passa de suposição, como vem sendo colocado pela coluna do jornal O Globo, uma vez que até a assessoria jurídica de Nadaf já negou que ele tenha citado o nome do chefe do Executivo estadual em suas declarações à justiça. 

Kléber Lima também enfatizou que não houve caixa dois na campanha de 2014 do tucano e que as contas daquele pleito foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Sobre a suposta doação ilegal do empresário Alan Malouf, Lima disse que o dono do buffet Leila Malouf não faz militância política junto ao grupo de Pedro Taques. (VEJA). 

O também tentou contato com o advogado Willian Calil, que faz a defesa de Pedro Nadaf, mas o telefonema caiu na caixa postal. Já o advogado de Malouf, Huendel Rolim disse que não tinha conhecimento da denúncia irá responder assim que analisá-la. 

SODOMA

Alan Malouf é acusado da "lavagem" de R$ 1,5 milhão orinda de desvio, que teria sido repassado a ele pelo ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf. O empresário também teria recebido R$ 950 mil referente à dívida de Silval Barbosa com o Buffet Leila Malouf, na ocasião da festa de sua posse como governador, em 2011. Alan também teria recebido dinheiro do ex-secretário de Planejamento do Estado, Arnaldo Alves, que é réu na ação penal e nega as acusações. De acordo com as investigações, Malouf tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro, o que é negado pela sua defesa. 

Alan Malouf responde a medidas cautelares impostas após ele ter sido alvo da operação Sodoma 4, deflagrada em setembro. Com as cautelares, ele ficou proibido de sair da comarca sem autorização judicial, não pode ter contato com os demais investigados, não pode frequentar órgãos públicos estaduais e tambem teve que entregar seu passaporte. Ele também foi alvo de bloqueio de conta, mas, em troca, ele deixou como uma forma de garantia à justiça um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões, no início do mês. 

A operação Sodoma apura o suposto esquema criminoso onde o Estado teria pago R$ 31,7 milhões pela desapropriação de uma área do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, por meio da empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários. O fato ocorreu durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), atualmente preso no Centro de Custódia da Capital. Deste valor, cerca de R$ 15 milhões teriam sido desviados.

 

 

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Einstein Mobral Ignóbil 22/11/2016

E é verdade, é sim senhor, quem me contou foi o delator... La mansion la tombê

1 comentários

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