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01 de Junho de 2013, 06h:30 - A | A

POLÍTICA / FRAUDE NO IPTU

Investigação chega ao final e ninguém está preso; desvio é de R$ 3 mi

O prefeito Mauro Mendes (PSB) destaca que vai até o final para culpar os envolvidos no esquema; 14 servidores, apesar de afastados dos cargos, continuam recebendo salários

JOÃO RIBEIRO

Fraude causou dano ao erário de R$ 3 milhões (Repórter MT)

Fraude causou dano ao erário de R$ 3 milhões (Repórter MT)

JOÃO RIBEIRO



A “Operação Impostor”, que investiga um esquema de fraude no sistema fazendário de administração, responsável por desviar cerca de R$ 3 milhões dos cofres públicos municipais de Cuiabá, deve ser concluída até o final de julho, mas até agora, ninguém está na cadeia. O prefeito Mauro Mendes (PSB) está cobrando da Delegacia Fazendária, responsável pela investigação, uma apuração profunda, com objetivo de conseguir punir  todos os integrantes da ação. 
 

“No momento nós estamos fazendo a devida apuração e vamos até o final para poder punir  todos os responsáveis por esse esquema que desviou milhões da conta da Prefeitura. Se não for prorrogado, o inquérito termina até o final de julho. Dentro do prazo legal, nós iremos noticiar todo o resultado da investigação”, afirma o prefeito.
 

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A “Operação Impostor” foi deflagrada em novembro de 2012, perto do término da gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB) e teve o objetivo de apurar fraudes na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Outros tributos e taxas, como ISSQN, também estavam sendo fraudados por meio de pagamentos de certidões, projetos, contratos e autorizações junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).


As investigações resultaram na prisão de 14 servidores efetivos, nomeados nas Secretarias de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Assuntos Fazendários, Fazenda, Gestão e na Procuradoria Fiscal. Os suspeitos foram afastados das suas funções até a conclusão do inquérito.


Após serem presos, oito investigados foram soltos após a conclusão dos seus depoimentos. Outros seis, que não colaboraram com a Justiça, retornaram ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, mas no mesmo dia, foram soltos, já que a validade dos seus mandatos de detenção expirou.


Para evitar que os envolvidos interfiram nas investigações eles foram afastados das suas funções nas respectivas secretarias até que a Polícia conclua o inquérito. No entanto, os suspeitos continuam recebendo seus vencimentos normalmente.


De acordo com a delegada fazendária, Liliane Murata, o objetivo da investigação é fazer com que os acusados devolvam todo o dinheiro desviado. Já para os empresários que participaram do esquema, serão aplicadas multas pelos impostos sonegados. A prisão vai depender da Justiça.



Na lista dos servidores afastados da prefeitura estão:


Airson Pereira Ricardo

Alinor Candido da Silva

Cosme Ridoval Gonçalves Manso

Donatalina da Silva Botelho

Durval de Almeida Filho

Eufrásia Conceição dos Santos

Jumara de Jesus Correa

Gonçalino de Paula Nunes

Jose Simone de Oliveira

Mário César de Almeida.


Os outros 4 não tiveram os nomes divulgados. 

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