JOÃO RIBEIRO
A “Operação Impostor”, que investiga um esquema de fraude no sistema fazendário de administração, responsável por desviar cerca de R$ 3 milhões dos cofres públicos municipais de Cuiabá, deve ser concluída até o final de julho, mas até agora, ninguém está na cadeia. O prefeito Mauro Mendes (PSB) está cobrando da Delegacia Fazendária, responsável pela investigação, uma apuração profunda, com objetivo de conseguir punir todos os integrantes da ação.
“No momento nós estamos fazendo a devida apuração e vamos até o final para poder punir todos os responsáveis por esse esquema que desviou milhões da conta da Prefeitura. Se não for prorrogado, o inquérito termina até o final de julho. Dentro do prazo legal, nós iremos noticiar todo o resultado da investigação”, afirma o prefeito.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A “Operação Impostor” foi deflagrada em novembro de 2012, perto do término da gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB) e teve o objetivo de apurar fraudes na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Outros tributos e taxas, como ISSQN, também estavam sendo fraudados por meio de pagamentos de certidões, projetos, contratos e autorizações junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).
As investigações resultaram na prisão de 14 servidores efetivos, nomeados nas Secretarias de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Assuntos Fazendários, Fazenda, Gestão e na Procuradoria Fiscal. Os suspeitos foram afastados das suas funções até a conclusão do inquérito.
Após serem presos, oito investigados foram soltos após a conclusão dos seus depoimentos. Outros seis, que não colaboraram com a Justiça, retornaram ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, mas no mesmo dia, foram soltos, já que a validade dos seus mandatos de detenção expirou.
Para evitar que os envolvidos interfiram nas investigações eles foram afastados das suas funções nas respectivas secretarias até que a Polícia conclua o inquérito. No entanto, os suspeitos continuam recebendo seus vencimentos normalmente.
De acordo com a delegada fazendária, Liliane Murata, o objetivo da investigação é fazer com que os acusados devolvam todo o dinheiro desviado. Já para os empresários que participaram do esquema, serão aplicadas multas pelos impostos sonegados. A prisão vai depender da Justiça.
Na lista dos servidores afastados da prefeitura estão:
Airson Pereira Ricardo
Alinor Candido da Silva
Cosme Ridoval Gonçalves Manso
Donatalina da Silva Botelho
Durval de Almeida Filho
Eufrásia Conceição dos Santos
Jumara de Jesus Correa
Gonçalino de Paula Nunes
Jose Simone de Oliveira
Mário César de Almeida.
Os outros 4 não tiveram os nomes divulgados.









