PAULO COELHO
Da Reportagem
Uma facção criminosa foi instalada no âmbito da gestão pública municipal de Várzea Grande, nos últimos anos. A denúncia foi feita pelo ex-senador e ex-prefeito Jaime Campos, que é marido da atual prefeita Lucimar Campos (DEM).
Durante solenidade para assinatura de parcerias entre o município e o governo do Estado, neste fim de semana, Jaime aproveitou para criticar a situação em que sua mulher encontrou a prefeitura. Na presença do governador Pedro Taques (PDT), que levou para Várzea Grande o compromisso de construir ali, o primeiro Centro Tecnológico do Estado, Campos, em tom de desabafo, não poupou críticas ao ex-prefeito Walace Guimarães, PMDB, que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral,no início de maio passado, por suposta prática de caixa 2, na campanha de 2012.
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“Aqui se instalou, governador, uma facção criminosa. O primeiro PCC (Primeiro Comando da Capital) está instalado nessa cidade e nós estamos cortando na carne, extirpando , para que essa quadrilha que se instalou aqui, seja punida severamente”, enfatizou.
Jaime citou como exemplo, o fato de Lucimar não ter encontrado medicamentos disponíveis na rede municipal de Saúde e, por outro lado, ter detectado um contrato de R$ 40 milhões assinado pela gestão anterior para fins de consultoria.
“Era um contrato de produzir papel, para saquear, para assaltar o erário público da nossa cidade”,apontou.
Diante de dezenas de pessoas na solenidade, Jaime ainda citou outro exemplo considerado por ele como “desmando” da gestão Wallace. Um contrato para locação de maquinários para restaurar a malha viária do município, no valor de R$ 12 milhões não teria sido cumprido, servindo assim, apenas para fraudar a administração pública.
“O contrato era de máquinas alugadas, mas que na verdade não tinha máquina alguma, o que tinha era nota fiscal que entrava no caixa para ser paga com o dinheiro do trabalhador”, emendou, acrescentando que, nesse sentido, Lucimar se deparou na prefeitura com máquinas quebradas e que, com pequenos reparos a gastos irrisórios poderiam ser consertadas e colocadas de volta em funcionamento.
Esse contrato de R$ 12 milhões, ReporterMT apurou, ainda no mês de junho passado, junto à prefeitura, que trata-se de um compromisso feito com a empresa Panda. À reportagem, Wallace disse à ocasião, desconhecer qualquer irregularidade no contrato.
MEDICAMENTOS VENCIDOS
Jaime Campos alegou que, a cada dia tem sido encontrada uma surpresa desagradável na gestão municipal de Várzea Grande. A última delas teria sido a relacionada aos mais de 400 mil medicamentos com data de validade vencida. Encontrados no Centro de Abastecimento e Distribuição de Medicamentos do município. Os remédios teriam sido comprados nos últimos dois anos.
“A gestão passada foi perversa , até porque há muito tempo já vinha faltando remédio na rede pública, mas estamos restabelecendo a auto-estima da população, com a Lucimar, estamos comprando novos medicamentos, moralizando a coisa pública e até o final do mandato vai dar para fazermos muito coisa ainda”, completou.















Cidadão brasileiro 20/07/2015
Havia "uma". E agora há quantas?
1 comentários