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27 de Março de 2015, 18h:53 - A | A

POLÍTICA / DÍVIDAS DO FETHAB

Governo Taques demora, mas decide pagar municípios dia 10; atrasados foram parcelados

Depois de espernear juridicamente, governador anunciou que repasse será pago sem atraso

RepórterMT

Em 10 abril, as 141 prefeituras de Mato Grosso vão receber, em uma conta específica, os valores referentes a janeiro, fevereiro  e março.

Em 10 abril, as 141 prefeituras de Mato Grosso vão receber, em uma conta específica, os valores referentes a janeiro, fevereiro e março.

PAULO COELHO
DA REDAÇÃO



Com dois meses de atraso, o governo do Estado vai pagar o que deve aos municípios de Mato Grosso, dívida referente aos repasses do Fundo Estadual de Transportes e Habitação  (Fethab).

Em 10 abril, as 141 prefeituras de Mato Grosso vão receber, em uma conta específica, os valores referentes a janeiro, fevereiro  e março.

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Os dois primeiros meses do ano foram parcelados pelo governo, num entendimento feito com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Serão dez vezes de pouco mais de três milhões aos municípios, isso no que se refere aos dois meses deste ano.

Além disso, o Paiaguás também se comprometeu a pagar os cerca de R$ 20 milhões referentes aos 50%  do Fethab arrecadados até 25 de março. Ou seja, em todo dia 10 de cada mês, o Estado depositará a quantia referente ao mês vigente, mais o valor de cada parcela.

Não foi tão fácil assim para que o governador Pedro Taques (PDT) começasse a repassar o valor que desde o ano passo é direito dos municípios.  Primeiro, o Executivo recorreu no Supremo Tribunal Federal  (STF) da decisão que dividiu o montante arrecado  proveniente do Fethab. E mesmo perdendo na Justiça, demorou mais de 10 dias para definir uma data para pagar o direito adquirido pelas prefeituras.

“Houve a decisão judicial e estou cumprindo, eu poderia recorrer da decisão da Justiça, mas o momento não é o de divisão, temos que é que somar. Não estamos fazendo nenhum favor, esse é um direito do prefeito”, disse Taques.

A AMM recebeu hoje dezenas de prefeitos e aplaudiram após o fechamento do acordo anunciado pelo governador.

“Isso não vai resolver os problemas das estradas, precisaríamos de 12 bilhões de reais para resolver os problemas estradas o Fethab arrecada somente um bilhão de reais por mês”. Lembrou o chefe do Executivo.

Mas Pedro Taques ainda não se deu por satisfeito e colocou toda sua equipe técnica para elaborar um novo Decreto que definirá uma nova forma de gestão que incidirá sobre o Fethab. Seria, nesse caso, um Decreto sobre outro Decreto, já que em 2-14 o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) editou a lei que hoje vigora.

Pela lei de Silval, a AMM tem poder de indicar parâmetros para a distribuição dos recursos (50%) do Fethab, que cabem aos municípios. Taques é contra esse poder e alega que o poder de definir sobre destruição de recursos públicos “somente cabe a entidades públicas e a AMM é uma entidade de natureza privada”.

O presidente da associação municipalista, Neurilan Fraga (PSD),  afirmou que o mais importante é que “estamos construindo um novo modelo, com segurança jurídica, isso é uma proposta do governo e  também da AMM e  nosso formato será feito a três mãos, ou seja, a Assembleia Legislativa e o governo do Estado”. 

Neurilan completou dizendo que a AMM entendeu as dificuldades do Estado e se colocará à disposição do Executivo e que a Associação não aceitará “ingerência política” em suas ações.

 

 

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