RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO
Com medo de prejudicar o andamento de suas gestões, os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) de Brasília querem acalmar os colegas de partido no Congresso para evitar um ‘efeito cascata’ com a aprovação das chamadas ‘pautas bombas’, que aumentam gastos públicos, principalmente com aposentadorias e salários. O governador Pedro Taques (PDT) também concorda com os colegas, porém argumenta que para realizar ajuste fiscal é preciso fazer investimento.
"Não se faz ajuste fiscal sem desenvolvimento e o que a gente vê é o aumento do desemprego no Brasil. Neste momento é preciso gerar empregos e para isso precisamos investir”, garantiu Taques.
“Os Estados estão fazendo a sua parte em economizar contendo os gastos. Agora, não se faz ajuste fiscal sem desenvolvimento e o que a gente vê é o aumento do desemprego no Brasil. Neste momento é preciso gerar empregos e para isso precisamos investir”, garantiu Taques.
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O tucano Marconi Perillo também ressaltou que as votações das ‘pautas bombas’ que aumentam os gastos públicos devem agravar ainda mais a crise nos Estados. “Essas matérias vão trazer consequências inimagináveis não só para União como para os estados e municípios. Nós temos que conversar com todos os senadores e deputados federais ligados ao nosso partido e aliados para evitar esses problemas de descontrole financeiro”, garantiu o importante líder do PSDB, partido de oposição ao governo petista.
“Nós sabemos da gravidade em que passa o país, mas temos que ter bom senso para superar os desafios e voltarmos a crescer", disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemeberg.
Durante a reunião do Brasil Central, que ocorreu em Cuiabá, nesta sexta-feira (7), os governadores se mostram confiantes na aprovação de uma Emenda Constitucional (PEC), a ser votada pelo Congresso nos próximos dias, que proíbe qualquer adesão de aumento de despesa, sem que a fonte de receita esteja assegurada, isso significa mais responsabilidade na hora de aprovar Projetos de Lei que aumentem os gastos públicos. Por isso, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg afirma que o seu partido, o PSB, manterá relação de independência no Congresso para não prejudicar o crescimento do país.
Perilo alerta que “essas matérias vão trazer consequências inimagináveis não só para União como para os estados e municípios".
“Nós sabemos da gravidade em que passa o país nesse momento, temos que ter bom senso para superar esses desafios e voltarmos a crescer distribuindo renda para os Estados, mas o governo federal também precisa cortar gastos, não apenas com a diminuição dos Ministérios. Tudo isso tem que ser repensado”, confirmando a posição do partido diante da atual crise econômica e política.
Marco Perillo vê nas 'pautas bombas' o maior agravante da crise com com consequências inimagináveis para Estados e municípios.
IMPOSTOS
Para equilibrar as contas, os secretários de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Paulo Brustolim, de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, do Mato Grosso do Sul, Marcio Monteiro e do Distrito Federal, Leonardo Maurício de Lima, além de Tocantins e Rondônia se reuniram em Cuiabá e trataram de uma reforma no Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) a fim de criar um termo de cooperação. Eles discutiram ainda sobre recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) e de Projetos de Lei que tramitam no Senado.














