PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
Ao contrário do que pregou na campanha eleitoral, o governador Pedro Taques (PDT) “está usando dinheiro do Fethab – fundo carimbado para investimento em estradas e habitação - para custeio da máquina administrativa, como pagamento da folha de servidores, por exemplo.
A opinião é do deputado estadual José Domingos Fraga (PSD) que ainda acrescentou que “ele [ Taques] não tem máquina de fazer dinheiro e não acredito que ele vai conseguir pagar todos os seus compromissos sem usar o dinheiro dos fundos, principalmente do Fethab”.
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Domingos, que vai presidir a Comissão de Fiscalização da Aplicação Orçamentária na Assembleia Legislativa, apontou também ter havido transferência de recursos de receitas de fundos, não usadas no ano passado para a Conta Única do Estado, "e quando cai na Conta Única, mesmo sendo dinheiro proveniente de fundo, o governo pode usar como ele bem quiser, inclusive para pagar folha”.
Todos os recursos arrecadados pelos fundos têm uma conta específica onde o dinheiro fica, ao menos em tese, blindado do desvio de finalidade.
Porém, a Assembleia Legislativa já havia aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a autorização para que o Executivo use até 30% da arrecadação do Fethab para pagar folha de servidores. Só esse fundo dos transportes e da habitação arrecada por ano, de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão.
Ou seja, o governador Pedro Taques pode até estar dentro lei, se estiver de fato, usando recursos do Fethab para folha de pagamento, mas conforme Zé Domingos “ isso é imoral, pois o discurso do governador foi exatamente o contrário, ou seja, que não mexeria no dinheiro dos fundos para outros fins”.
Taques criticava, enquanto candidato a governador, a conduta do seu antecessor Silval Barbosa (PMDB), que usou muito dessa prática.
O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, não soube precisar se o governo está ou não usando dinheiro do Fethab, mesmo assim justificou que isso (desvio de finalidade do dinheiro dos fundos) aconteceu com frequência no passado e que “esse governo vai tratar isso de outra forma, cumpriremos a lei”.
Entretanto, em meio à moratória de 100 dias decretada pelo governador, o Estado não arrecadou o suficiente para aliviar os compromissos do Executivo. Não houve queda, mas o crescimento em relação aos meses de janeiro e fevereiro do ano passado, “foi de apenas 2% a 3%”.
Com pouco dinheiro para honrar seus pagamentos, avalia José Domingos, Taques já deve ter mexido nos recursos dos fundos.
“Nesses dois primeiros meses do ano, não sei se foi usado, mas tiver sido usado esse dinheiro será reposto à sua origem”, garantiu Brustolin.
Outro dilema que o Paiaguás enfrenta é que, a partir de agora, mesmo podendo usar legalmente 30% do dinheiro dos fundos, o Estado está sendo obrigado, por força de Lei (e de decisão do Supremo Tribunal Federal) a repassar 50% aos municípios, de tudo que se arrecada com o Fethab. ““Se foi usado recurso do Fethab [para folha de pagamento], vai ser reposto e o repasse será feito aos municípios”, reforçou o secretário, frisando que “ esse é um governo legalista.















Paulo jorge 24/03/2015
Eu vou fazer uma aposta com qualquer um.Duvido muito e aposto que essa briga pela divisão do Fethab com os municipios, conforme AMM e outros insurgem, não vai virar sumidouro de dinheiro com os prefeitos larápios que habitam os municipios de Mato Grosso, enriquecendo-se sem fazer estradas nenhuma e muitos menos moradia. Os malas(prefeitos)pensam assim?Eu só tenho esses 4 anos para me arrumar, o resto que se dane, Querem Valer?
1 comentários