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02 de Dezembro de 2014, 08h:40 - A | A

POLÍTICA / ACUSADO DE FRAUDAR PRECATÓRIOS

Fabris nega articulação para presidir Assembleia e por Fraga no TCE

Como Fabris ficou como primeiro suplente de Fraga na próxima legislatura essa seria a manobra articulada pelo grupo do deputado José Riva (PSD) para não deixar grupo de Taques assumir a presidência.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O suplente de deputado Gilmar Fabris (PSD) que causou “frisson” ao retornar à Assembleia Legislativa negou que sua substituição ao deputado José Domingos Fraga (PSD), que se licenciou por 121 dias, seja uma articulação para que ele se torne presidente da Mesa Diretora da Casa e Fraga conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme vinham alardeando os rumores nos bastidores da política.

"Só faltava eu estar organizando para vir para a Assembleia para mandar fulano, para disputar a mesa e ser presidente, então acabaram os políticos deste estado”

“Eu fico até feliz com esses comentários e o tamanho de grandeza que eles me dão, mas imagina, eu fui um candidato derrotado. Eu perdi a eleição seja por 38 votos, mas eu perdi. Só faltava eu estar organizando para vir para a Assembleia para mandar fulano, para disputar a mesa e ser presidente, então acabaram os políticos deste estado”, ironizou.

Como Fabris ficou como primeiro suplente de Fraga na próxima legislatura, essa seria a manobra articulada pelo grupo do deputado José Riva (PSD), que deixa o parlamento no fim deste ano, mas estaria tomando as providências para que a presidência da Assembleia, hoje ocupada por ele, não caia nas mãos do grupo do governador eleito Pedro Taques (PDT).

Segundo Fabris, que se apresentou à Assembleia como candidato a ocupar a vaga de conselheiro do TCE, que deve ser aberta com a aposentadoria de Humberto Bosaipo, os comentários em questão seriam para criar uma resistência ao seu nome agora no Parlamento, já que ao TCE, ele já teria sido motivo de manifestações, de um grupo que exige que o indicado à vaga de conselheiro tenha conduta ilibada e cumpra todos os requisitos exigidos constitucionalmente.

“Isso aí são coisas de maldade. Dizem: olha cuida do Gilmar que ele está chegando aí para ser presidente da Assembleia, aí o outro diz olha cuidado com Gilmar; ele foi para Assembleia para se articular para ir para o Tribunal. Eu quero dizer àqueles que estão cismados com qualquer coisa, que isso [retorno] não passa de um acordo que sempre nos fizemos de fazer revezamento, declarou.

“Veja se tem alguém com uma lisura maior. Veja se tem alguém que tem um comportamento como o meu".

Rebatendo as críticas sobre as acusações que às quais responde e a cassação de seu mandato anterior, Fabris apresentou certidões que apontariam que ele seria “ficha limpa”, apresentou um relatório do Conselho Regional de Economia (Corecon), que afirma contrário do que diz o Ministério Público que o acusa de participar de um esquema fraudulento envolvendo cartas de crédito, e disse ser o mais preparado para assumir a vaga de conselheiro do TCE.

“Veja se tem alguém com uma lisura maior. Veja se tem alguém que tem um comportamento como o meu. Não me lembro de nenhum conselheiro que foi para lá (TCE) que entregasse a vocês da imprensa o currículo dele com todas as certidões, com todas as coisas. Eu coloquei para que vocês avaliem, para que meus pares deputados avaliem e para que a sociedade avalie. Se eu não preencher os requisitos eu não vou, mas não tem nada que me impeça”, frisou.

Fabris ainda lembrou que por estar na vida pública há 26 anos teria total conhecimento sobre as áreas jurídica e financeira.

“Já fui presidente dessa Casa, vice-presidente, eu aqui já participei de todas as comissões e com isso já aprovei e reprovei contas dos governadores e do próprio Tribunal de Contas, então eu acho que estou bastante preparado para tal”, disparou.

CONTRA FABRIS

Na última terça-feira (25), o “Movimento Ficha Limpa”, realizado por cerca de 15 sindicatos e entidades de classe, que apoiam os servidores da Corte de Contas, protocolou na Assembleia Legislativa um pedido para que a Casa realize um processo democrático e transparente para a escolha do novo conselheiro do TCE, que deve substituir Humberto Bosaipo, atendendo os critérios elencados pelo movimento que refuta a possibilidade de que a vaga seja ocupada pelo suplente de deputado Gilmar Fabris (PSD), ou qualquer outro considerado “ficha suja”.

Antes de se dirigir para ALMT, o movimento realizou um 'abraço simbólico' no Tribunal de Contas do Estado repudiando a possibilidade de Gilmar Fabris vir a ser o escolhido para a vaga de Bosaipo. 

Entre as exigências, o grupo pontua que qualquer um que seja o indicado pela Assembleia para assumir a vaga tem que ter ficha limpa, reputação ilibada e conhecimentos sobre  área jurídica e contábil.

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