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10 de Setembro de 2026

27 de Janeiro de 2026, 17h:41 - A | A

POLÍTICA / HERANÇA MALDITA

Escândalos da gestão Emanuel continuam gerando operações em Cuiabá

Investigações atuais sobre Saúde e Dívida Ativa são desdobramentos de atos da administração anterior.

RepórterMT

O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

DA EDITORIA



A deflagração da Operação Gorjeta, na manhã de hoje (27), reacendeu o debate sobre o passivo de investigações deixado pelo ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Embora a ação atual trate a Secretaria Municipal de Esportes como vítima de desvios em emendas, o cenário reforça que o ex-gestor, fora do Palácio Alencastro desde dezembro de 2024, ainda responde por inúmeros procedimentos iniciados em sua gestão.

Operações recentes como a Contraprova, realizada na Secretaria de Saúde; Déjà Vu, na Procuradoria-Geral; e a investigação sobre fraudes no sistema da Dívida Ativa são consideradas resquícios da administração passada. Segundo a gestão do atual prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL), parte dessas apurações começou após auditorias internas que identificaram irregularidades herdadas, cujos indícios foram formalizados junto aos órgãos de controle.

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Pinheiro encerrou seu segundo mandato, em 31 de dezembro de 2024, com a marca de mais de 20 operações policiais. O histórico inclui afastamentos do cargo, prisões de secretários, uso de tornozeleira eletrônica e bloqueios de bens. O epicentro da crise foi a Saúde, que chegou a sofrer intervenção estadual em 2023 por decisão judicial.

Entre as principais ações que marcaram o período estão as operações Sangria, Curare, Miasma e Athena, que apuraram desde desvios de recursos e fraudes em contratos até a organização criminosa. Além do ex-prefeito, pessoas de seu núcleo familiar e político também são alvos de investigações que apuram prejuízos milionários aos cofres públicos, como no caso do cancelamento irregular de débitos tributários.

O conjunto de processos reforça que, após um ano do fim de seu mandato, Emanuel Pinheiro continua enfrentando reflexos judiciais severos. Enquanto isso, a prefeitura busca se desvincular do histórico, utilizando a Controladoria e a Procuradoria para colaborar com a Polícia Civil e o Ministério Público na limpeza administrativa da Capital.

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