ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação

Plenário da Câmara de Cuiabá; absurdo clima de férias (foto: RepórterMT)
ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação
A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Cuiabá desta terça-feira (9) foi recheada por propostas repetidas. O vereador Dilemário Alencar (PTB) voltou dizer que está aguardando o Ministério Público se posicionar sobre o preço da tarifa praticada no transporte coletivo da Capital, que atualmente é de R$ 2,85.
Ele levou novamente a planilha do cálculo tarifário deste ano e disse que os cobradores precisam retornar às atividades. Caso contrário, a passagem deve custar R$ 2,50. As contestações do vereador já foram entregues ao promotor Ezequiel Borges.
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“Denuncie o enriquecimento sem causa por parte dos empresários. Há uma planilha de preços que sustenta o reajuste que ocorreu em dezembro do ano passado. Esse documento mostra os gastos, que incluem os 623 cobradores que atendiam a cidade, tanto nos coletivos, como nas lotações. Além, das cestas básicas e demais benefícios. Ao todo, os empresários irão lucrar indevidamente R$ 8,5 milhões por ano”, disse Dilemário.
O vice-presidente da Mesa Diretora, Onofre Júnior (PSB), aproveitou a oportunidade para alfinetar o prefeito Mauro Mendes (PSB). Ele disse que é lamentável ver o chefe do Executivo se aproveitar de propostas alheias para se promover.
“Depois que essa questão dos cobradores foi protocolada no Ministério Público, o prefeito quis se manifestar. Lamentável que ele queira ‘pegar carona’ em propostas da Câmara”, disse Onofre.
O vereador Maurélio Ribeiro (PSDB) também voltou a cobrar que o prefeito assine a ordem de serviço para que a UPA do bairro Pascoal Ramos tenha as obras finalizadas e inicia o atendimento aos pacientes.
No ritmo de protestos, o tucano chegou até mesmo a aconselhar o secretário municipal de Saúde, Kamil Fares, a pedir exoneração do cargo que ocupa. “Fiquei sabendo que o secretário disse que não tinha ideia de que a Saúde era tão problemática. Peço dignidade ao secretário. Que peça para sair. Se até o Papa renunciou...”, disparou Maurélio.
Toninho de Souza (PSD) afirmou que entregou cópias do contrato com a Estação Primeira de Mangueira ao procurador-geral do Ministério Público, Paulo Prado. Ele pediu uma investigação minunciosa e apontou uma suposta fraude, que onerou o município em R$ 2 milhões.
“A determinação era de que a escola de samba iria receber R$ 3,6 milhões, mas deste montante, apenas R$ 1,600 era responsabilidade da prefeitura. No entanto, o ex-prefeito Galindo alterou o contrato e pagou toda a despesa que deveria ter vindo da iniciativa privada”, disse ele.
A Câmara de Vereadores entra em recesso de julho em 19 deste mês e retoma as atividades no início de agosto.









Paulo Jorge 09/07/2013
Na próxima eleição o povo cuiabano vai ter de novo a oportunidade de trocar essa camba- da de déspotas outra vez, até conseguir-mos acertar. Um bando de fariseu que infelizmen- te elegemos, mas teremos a chance de mandá-los de volta para o nada.
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