PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
A postura crítica do governador Pedro Taques (PDT) à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) não está sendo prejudicial ao Estado de Mato Grosso, pois “porque tratamento que ele está tendo [por criticar] é o mesmo que os parceiros, aliados dela estão tendo, ou seja, nenhum, nada”.
A observação é do senador Blairo Maggi (PR), que em entrevista ao RepórterMT, apontou que a atenção que Mato Grosso está recebendo do governo federal “é zero vírgula zero”. O republicano ponderou que esse não é um “privilégio só do Estado de Mato Grosso, ou seja, no país inteiro “ninguém está conseguindo nada’”.
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O senador fez questão de esclarecer que não rompeu com o governo Dilma, e que apenas está cobrando que a petista cumpra os compromissos por ela firmados com Mato Grosso.
“Se as coisas não estão sendo cumpridas, conforme deveriam, eu tenho a liberdade de fazer as pontuações e, nisso não tem nada de rompimento, só não posso ser omisso em relação ao que está aí”, explicou Maggi.
Na tarde dessa quinta-feira, no Senado, Blairo fez mais um crítico discurso contra a gestão do governo federal, no que se refere à falta de pagamento às empreiteiras que estão trabalhando em obras no Estado.
Se as coisas não estão sendo cumpridas, conforme deveriam, eu tenho a liberdade de fazer as pontuações e, nisso não tem nada de rompimento, só não posso ser omisso em relação ao que está aí, disse Maggi.
O parlamentar disse entender o esforço da equipe econômica de Dilma em fazer o ajuste fiscal da máquina pública, mas apontou que ”não tem outro nome para o que se está fazendo com as empreiteiras que já têm serviços iniciados em Mato Grosso: o nome disso é calote”.
Em plenário, Maggi afirmou que as obras do governo federal no Estado já estão paralisadas e que mesmo com o argumento das chuvas, típicas do início do ano, “já eram para ter sido reiniciadas, pois já estamos em abril, mas essas obras não vão ser reiniciadas, pois o governo não tem previsão de pagamento e está determinado em fazer o superávit primário de 1.2% do PIB [Produto Interno Bruto] e ele não está errado em fazer isso, mas o que ele está errado em de não pagar as contas que ficaram para trás”.
À reportagem, o senador frisou que, nesse caso das empresas que não receberam pelos serviços que já fizeram, “se não tem pagamento, não tem continuidade das obras, não tendo continuidade, tudo que já está ruim, fica pior”.
Outro Lado
RepórterMT ouviu o deputado federal Ságuas Moaraes, do PT, mesmo partido de Dilma, que contra-argumentou o senador republicando, explicando que o Orçamento Geral da União (OGU) foi votado pelo Congresso "apenas há 20 dias e o governo não tem culpa, nisso".
O petista admitiu que o orçamento já esteja nas mãos da presidente Dilma para ser sancionado já nos próximos dias. "Acho que a partir da semana que vem, já sancionado o orçamento, as coisas já começam a se encaminhar normalmente", apontou, emendando que a equipe econômica de Dilma, "tem pressa em resolver isso".
Moraes ainda rebateu a crítica de Maggi quanto à presença do governo federal em ações no Estado, especialmente quanto à infraestrutura.
"A recuperação das rodovias federais, a duplicação e a concessão que estão em curso, as 80 mil casas que os governos Lula e Dilma fizeram em Mato Grosso, não podem ser deixadas pra lá, todos os programas do governo federal, chegaram com muita força em Mato Grosso", completou.















LUIZ PAULO 17/04/2015
Temos um senador que apoiou, ajudou a ficar no poder uma presidenta 0,0 e ele, que nota merece?
1 comentários