KAROL RODRIGUES
ESPECIAL PARA O REPÓRTERMT
O senador Pedro Taques (PDT), candidato ao governo do Estado pela Coligação "Coragem e atitude para mudar" está retomando, em sua página no Facebook, a Operação Arca de Noé, na qual trabalhou pela prisão de João Arcanjo Ribeiro, enquanto Procurador da República no MPF de Mato Grosso.
Diante de tantas desistências de aliados de sua Coligação para as eleições deste ano – nove, somente em uma semana – sendo a última a do empresário Marcelo Maluf (PSDB), que deixou de concorrer pela 1ª suplência na chapa do Senado, em lealdade ao amigo Jayme Campos (DEM), esta parece ser uma tentativa de se afirmar, por meio da rede social, como um homem destemido, que atuou na mudança da história do Estado e que será capaz de mudá-la mais uma vez. Em 2010, Taques também usou a Operação Arca de Noé para se eleger Senador.
Na página, ele se afirma como autor da operação que prendeu um dos maiores bicheiros de Mato Grosso e “serviu para que mais uma página de coronelismo no Estado fosse arrancada”. O senador também diz que “ainda é lembrado em todo Mato Grosso por sua efetiva atuação no caso”.
Na página, a Operação Arca de Noé integra um álbum com uma série de posts que relembram momentos da carreira do pedetista como Procurador, professor ou Senador da República.
Vale lembrar que a prisão de Arcanjo é fruto de várias atuações: Taques trabalhou pela prisão enquanyo procurador, mas a primeira prisão preventiva foi decretada somente em 2002, pelo então juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB), que era candidato ao governo do Estado, mas acabou sendo 'fritado' dentro do próprio partido.
O magistrado atuou nos processos contra o "Comendador" até março de 2007, e antes disso, chegou a condenar Arcanjo a 37 anos de reclusão pelos crimes de evasão de divisa, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e formação de quadrilha.
Arcanjo foi preso em 2003 em Montevidéu, no Uruguai, durante a Operação Arca de Noé, deflagrada em Mato Grosso pela Polícia Federal. Entre as vítimas de João Arcanjo Ribeiro estão o empresário Sávio Brandão, morto com vários tiros, em setembro de 2002. O autor dos disparos, segundo as investigações, foi o ex-cabo da PM Hércules Araújo.
Em 2013, foi sentenciado a 19 anos e quatro meses de reclusão, sob acusação de, entre outros crimes, ter mandado matar os empresários Rivelino Brunini, Fauze Rachid Jaudy e Mauro Manhoso, o cabo da PM Valdir Pereira, e Leandro dos Santos, Celso Borges e Mauro Moraes, que teriam assaltado uma das bancas de jogos de bicho da Colibri.

















chiquinho 30/07/2014
Tá igual o Valtenir, que toda eleição lembra a morte do pai. Não tem propostas, então, fica relembrando o passado, no caso, a Arca de Noé. Tem é que mostrar o porque de deixar o senado, no primeiro mandato, largando o cargo para quem ninguém conhece, e disputar o governo, numa atitude de políticos profissionais, coisa que aprendeu rápido. Agora, pelo menos apresente propostas condizentes com a realidade, coisa que até agora nada!
1 comentários