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A revolta de Zeca Viana, na tribuna do parlamento, nesta manhã, deixou os deputados da base aliada do governo em estado de “alerta”
PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
"Eu chamei o Paulo Taques de vagabundo, mas devia ter chamado de outras coisas mais, pois ele veio me chamar de mentiroso”. A explicação é do deputado estadual Zeca Viana (PDT) que na sessão matinal desta quarta-feira (11), usou a tribuna da Assembleia Legislativa para “rebater” o que segundo ele foi um “desrespeito” do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
Essa, que já pode ser considerada a primeira crise política do governador Pedro Taques, também do PDT, deu seus primeiros sinais quando ainda da eleição da Mesa Diretora da Assembleia, no
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“O PDT não teve espaço nenhum no governo, o espaço que o partido tem lá, é o pessoal dele mesmo (do governador) e o Paulo disse que sou mentiroso"
começo deste ano, quando Zeca Viana colocou seu nome à disposição para disputar a presidência da Casa de Leis, mas não contou com o apoio do governador e correligionário Pedro Taques.
A situação, porém, agravou-se nos últimos dias, devido a declarações de Viana, segundo as quais o governador teria feito acordo com deputados estaduais de outros partidos e ter “deixado o PDT de fora”. Conforme Zeca, que preside a sigla pedetista em Mato Grosso, a pressão interna por cargos por parte da base da sigla, é muito grande.
“O PDT não teve espaço nenhum no governo, o espaço que o partido tem lá, é o pessoal dele mesmo (do governador) e o Paulo disse que sou mentiroso e que não houve acordo nenhum, mas eu sei que houve”, sustentou Zeca, ressaltando que só cobrou o “espaço” aos pedetistas porque preside a legenda em Mato Grosso.
A revolta de Zeca Viana, na tribuna do parlamento, nesta manhã, deixou os deputados da base aliada do governo em estado de “alerta” e de certa forma constrangidos, pois partiu justamente daquele que foi o principal aliado de Pedro Taques desde o surgimento do atual governador e ex-senador, na vida política partidária.
Zeca, por sua vez, ainda cobra da Mesa Diretora da Assembleia, uma posição de repúdio “ás declarações do secretário Paulo Taques, me chamando de mentiroso”.
N a avaliação do deputado pedetista, a Assembleia tem a obrigação de se manifestar e “defender o parlamento, pois hoje se faz com um, amanhã se faz com outro e aí se perde o respeito”.
A reportagem do Repórter MT tentou falar, por telefone, com o chefe da Casa Civil, Paulo Taques, mas, por meio de sua assessoria, ele alegou que “não irá se manifestar sobre o assunto”.













