MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O vice-governador Chico Daltro (PSD) e o juiz federal Julier Sebastião se desligam de seus cargos públicos esta semana, atendendo às exigências da Justiça eleitoral que permite que os pré-candidatos às eleições de 2014, permaneçam nos cargos até o 5 de abril.
Pré-candidato a governador, Chico Daltro, que já se desincompatibilizou de várias Autarquias do Estado, que estavam sob seu comando, deixa nesta sexta-feira (4) a direção da Secretaria de Cidades, para estar apto a disputar as eleições em outubro. Apesar de deixar as Pastas do Governo, a legislação permite que Daltro continue como vice-governador, sem precisar se afastar do cargo.
Julier Sebastião, que na última sexta-feira (28) formalizou oficialmente seu pedido de demissão da Magistratura Federal, função que estava próxima de completar 20 anos, tem o ato de sua filiação ao PMDB marcado para a próxima quarta-feira (02).
O juiz é apontado como a aposta do PMDB para ser o pré-candidato a governador da legenda. As especulações são de que o Julier que deve deixar a magistratura para entrar na vida política, também possa ser candidato ao Senado, já que o governador Silval Barbosa (PMDB), já anunciou que não irá concorrer à vaga e ainda é cogitada a possibilidade do senador Blairo Maggi (PR), aceitar concorrer novamente ao governo.
O ato de filiação de Julier Sebastião será realizado em Brasília com a presença do vice-presidente da República Michel Temer (PMDB). Lideranças políticas de Mato Grosso também já teriam confirmado a presença, entre elas o deputado Riva (PSD), o governador, Wellington Fagundes e o suplente de Blairo no Senado, Cidinho.
Julier, após a Investigação da Operação Ararath contra ele não dar em nada, voltou a ser a bola da vez na base governista.
ESCÂNDALO DOS MAQUINÁRIOS
Na última semana, uma decisão do juiz federal teve grande repercussão nos bastidores da política. No dia 24 de março, Julier Sebastião condenou os ex-secretários de Estado Geraldo De Vito (Administração) e Vilceu Marchetti (Sinfra) por atos de improbidade administrativa no processo referente ao chamado "Escândalo dos Maquinários" , mas considerou improcedentes as denúncias contra o hoje senador Blairo Maggi (PR), então governador do Estado à época, e o ex-secretário Eder Moraes (Fazenda).
No episódio, ocorrido em 2009, foram desviados R$ 44 milhões, por meio de superfaturamento, na aquisição de 705 máquinas e equipamentos por meio do programa "MT 100% Equipado".

















