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09 de Junho de 2013, 08h:13 - A | A

POLÍTICA / "AMIGOS" DE MENDES

“Culturalmente não é bem aceito”, diz analista sobre licitações

Analista destaca que cultura do país não vê com bons olhos negócio de governantes com "amigos"

JOÃO RIBEIRO

Mendes explica que atividades com Trimec, restringe apenas estado do Pará (RepórterMT)

Mendes explica que atividades com Trimec, restringe apenas estado do Pará (RepórterMT)

JOÃO RIBEIRO



O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), foi bastante questionado durante a semana, por vereadores, sobre supostas irregularidades em licitações que tiveram como vencedores alguns amigos e pessoas ligadas a ele, inclusive doadores e coordenadores de campanha. (Veja AQUI). O socialista garante que não existe nenhuma ilegalidade nos processos, mas sua postura, gera críticas da oposição.

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O analista político João Edisom diz que os fatos podem arranhar a imagem de "bom moço" de Mendes, dependendo de como a imprensa e a oposição irão repercutir os fatos. Caso isso não aconteça, ele argumenta que nem 10% do eleitorado do prefeito ficará sabendo do ocorrido.

 

“Temos que ver como à oposição do prefeito e a imprensa cuiabana irão repercutir esses fatos. Alguns casos se diferenciam de outros". O analista argumenta que não existe lei alguma que proíba Mendes de deixar que empresas de “amigos” entrem na disputa de uma licitação, mas isso deve ser evitado ao máximo porque, constantemente, esses trâmites são relacionados à corrupção e isso pode gerar um desgaste imenso a sua imagem. 

 

"Não existe nada de errado [legalmente] no que Mendes fez, mas isso é complicado para sua imagem. Vivemos em um país onde a cultura não permite esse tipo de negócio, sendo que, constantemente a mídia noticia escândalos de corrupção relacionados ao tema”, disse.

 

Para que isso não ocorra, João destaca que Mendes deveria separar a vida pública da vida privada. “Mesmo que seja em benefício da população cuiabana, essas negociações devem ser evitadas. Com isso, evitaria todo esse tipo de comentário, que só deixa a imagem dele (Mendes) abalada”, explicou João.

 

Mendes justifica que tem ligações com a empresa Trimec Construções e Terraplanagem Ltda, que tem como sócio, seu maior doador de campanha, Valdinei Mauro de Souza, mas argumenta que possui essas atividades apenas no Pará. Por isso, não vê erro algum na empresa prestar serviços à Prefeitura de Cuiabá. A Trimec venceu concorrência para locar caminhões para o Alencastro ao custo de R$ 3,6 milhões.

 

“Estou tranquilo com as ações da Prefeitura, estamos fazendo tudo com transparência... Lá no Pará eu tenho atividades com eles [Trimec]. E não tem problema algum isso. Eu não posso ter empresas minhas aqui em Cuiabá vendendo para a Prefeitura. Isso eu não posso”, justificou-se. 

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