MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Após muita pressão dos prefeitos que se uniram para reclamar pela suspensão do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), além da execução dos contratos referentes á manutenção e construção da malha viária, o governo do Estado declarou que irá liberar R$ 60 milhões para medidas emergenciais, que serão soluções paliativas, realizadas em parceria com os municípios.
"Não há outra maneira de a gente fazer sem parceria com municípios”.
A solução encontrada pelo governador Pedro Taques (PDT) foi anunciada nesta terça-feira (20), pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, em reunião com prefeitos e a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
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“Qual a solução que a gente gostaria de propor para vocês? Parceria com os municípios. Não há outra maneira de a gente fazer sem parceria com municípios”, frisou.
Diante de uma plateia que exigia medidas imediatas, o secretário, após um longo discurso sobre a difícil situação financeira que a nova gestão pegou o Estado relatou que o que podem oferecer agora é apenas uma operação ‘tapa buracos’. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Duarte, afirmou que a pasta tem hoje dívidas acumuladas de R$ 630 milhões.
"Tapar buraco é o que pode ser feito hoje, dentro da nossa realidade de urgência”.
“Para as rodovias pavimentadas o governo está nesse licitando matérias primas, material para que a gente produza a massa asfáltica, para que seja usada em parceria com os municípios para tampar os buracos que existem hoje nas rodovias estaduais. (...) Tapar buraco é o que pode ser feito hoje, dentro da nossa realidade de urgência”, declarou.
Segundo Duarte, os R$ 60 milhões destinados ao ‘tapa buracos’ das rodovias e à recuperação de pontes, que estão caindo, ou já caíram, já estariam no caixa do governo do Estado, que agora prepara os Termos de Cooperação Técnica a serem propostos para as Prefeituras.
Aos jornalistas, o secretário argumentou que a medida não agrada o novo governo e justificou que estariam atuando conforme as condições.
“A gente vai lançar mão de mecanismos bastante pouco eficientes, como o caso do tapa buraco que não me agrada falar de uma solução dessa, mas nesse momento é o que pode ser feito devido à situação orçamentária do Estado e também devido à questão do tempo que a gente tem para atender essa demanda”, explicou.














