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11 de Maio de 2015, 08h:00 - A | A

POLÍTICA / NOVO “NINHO” DE TAQUES

Com criação prevista para junho, Garcia, Muniz e Medeiros articulam presidência do PSB 40

A junção do PSB e do PPS vem sendo discutida há alguns meses e tem seu prazo legal expirado até setembro.

RepórterMT

Deputado Fábio Garcia afirma que o caminho natural é a fusão que deve ser oficializada em junho.

Deputado Fábio Garcia afirma que o caminho natural é a fusão que deve ser oficializada em junho.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
PAULO COELHO



Presidente estadual do PSB, o deputado federal Fábio Garcia afirmou durante entrevista nesta sexta-feira (8), realizada no novo estúdio do RepórterMT, que um congresso, a ser realizado no próximo mês em Brasília, deve definir por completo a fusão com o PPS.

A junção dos partidos vem sendo discutida há alguns meses e tem seu prazo legal expirado até setembro, para que tenha validade de atuação já no pleito de 2016. De acordo com a Legislação eleitoral um partido político tem validade de disputa após um ano de sua criação.

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A nova sigla será chamada de PSB 40, e deverá abrigar duas das principais forças políticas de Mato Grosso: o governador Pedro Taques (PDT) e o prefeito da Capital Mauro Mendes (PSB).

Na última semana a Executiva Nacional do PSB aprovou a proposta de fusão, e o congresso irá apenas validar a ação entre todos os correligionários. A nova sigla será chamada de PSB 40, e deverá abrigar duas das principais forças políticas de Mato Grosso: o governador Pedro Taques (PDT) e o prefeito da Capital Mauro Mendes (PSB).

“Em junho faremos esse congresso em Brasília, e o caminho natural é a fusão mesmo. O PSB 40 será a quarta maior força política do Brasil, com 44 deputados federais, ficando atrás apenas do PT, PMDB e PSDB. Seremos uma terceira via para o país”, avaliou Fábio Garcia.

“Ainda vamos discutir a presidência com o PPS com o Percival e o Medeiros".

Além de Mendes e Taques, a nova agremiação ainda deve abrigar o senador José Medeiros (PPS) e o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS). Com diversos nomes “de peso”, o PSB 40 em Mato Grosso, segundo Garcia, ainda não definiu quem será presidente da executiva estadual.

Cogitado para representar o novo partido no estado, o deputado federal desconversou: “Ainda vamos discutir a presidência com o PPS com o Percival e o Medeiros. Vamos dialogar e buscar um consenso para presidir o partido no estado”.

PRESENÇA DE TAQUES

Fábio Garcia reafirmou o convite feito ao governador para que deixe seu partido de origem, o PDT, e ingresse na nova sigla que está sendo criada. Ele classificou a possibilidade como uma honra. Ex-procurador da República, Taques já foi senador e responde há cinco meses pelo Governo de Mato Grosso.

A vontade de sair do PDT foi manifestada pelo governador após divergências políticas com o presidente regional da sigla, o deputado estadual Zeca Viana. Além disso, Taques, o PSB e o PPS já têm uma relação política desde as eleições de 2010, quando foi criada a coligação “Mato Grosso Muito Mais”, formada pelas legendas: PDT, PPS, PSB e PV, e que no último pleito teve a adesão do PSDB e do DEM.

O PSB recebeu o apoio de Taques nas eleições presidenciais de 2014, quando a sigla lançou Eduardo Campos à sucessão de Dilma Rousseff (PT). Taques fez palanque para o PSB e para o PSDB, de Aécio Neves.

“Nós do PSB fizemos um convite ao governador quando ele disse que estava estudando mudar de partido. Entendemos que ele é um grande nome politico, caminhamos juntos há muito tempo e ele representa uma nova força politica. O convite está mantido se houver a fusão”.

Segunda a legislação eleitoral, um político com mandato só pode deixar seu partido de origem para ingressar em novas legendas, caso contrário, a ação pode incorrer em infidelidade partidária, com perda do mandato.

Veja entrevista: 

 

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