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19 de Outubro de 2026, 08h:13 - A | A

POLÍTICA / GUERRA ELEITORAL

Cláudio: A política do PT está afundando a economia e afastando os investimentos até do agro

Prefeito de Rondonópolis critica o governo federal durante visita à Assembleia Legislativa.

RepórterMT

Prefeito Claudio Ferreira criticou a política econômica do governo Lula e defendeu o alinhamento com a direita.

Prefeito Claudio Ferreira criticou a política econômica do governo Lula e defendeu o alinhamento com a direita.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira (PL), fez duras críticas ao governo do presidente Lula (PT) e afirmou que a política econômica adotada pela gestão petista está afastando investimentos e prejudicando o setor produtivo brasileiro. O gestor também questionou o uso da máquina pública durante o período eleitoral e defendeu a união da direita para eleger Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

As declarações foram feitas na última semana, durante passagem pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde o prefeito esteve em busca de articulação política e recursos para Rondonópolis.

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"Nós não podemos mais dar continuidade a essa política adaptada do PT, uma política que está afundando a economia, que está destruindo as possibilidades, afugentando os investimentos... Nós temos uma fuga de capital do Brasil, ninguém tem investido, até o próprio agro tem recuado e refluído", declarou.

O prefeito também avaliou o comportamento do eleitorado nacional e celebrou os resultados obtidos pela direita nas urnas, definindo o cenário como uma demonstração de independência popular.

"O grande vitorioso nessas eleições foi o povo. Foi o povo que decidiu votar no Flávio majoritariamente, decidiu votar no Flávio ao invés de votar no Lula. [...] Foi uma vitória silenciosa, uma vitória voluntária, porque não teve pressão de nenhuma parte. É uma vitória que deixa claro que o povo brasileiro está emancipado politicamente."

Lula e o uso da máquina

Claudio Ferreira argumentou que o modelo de ações populistas em períodos pré-eleitorais perdeu eficácia diante de uma sociedade mais crítica, reforçando o alinhamento com o bloco conservador e o nome de Flávio Bolsonaro como a alternativa para a retomada do crescimento.

Entre as ações feitas pelo Lula antes das eleições, tanto no 1º como no 2º turno, foram feitos o reajuste nos valores do Bolsa Família, o perdão de bilhões em dívidas tributárias e linhas de crédito facilitado voltadas a microempreendedores individuais (como as propostas associadas ao Desenrola Brasil e ao auxílio para os MEIs), além de subsídios direcionados para conter os preços de combustíveis e a criação de programas sociais de transferência de renda, medidas que a oposição classifica como uso político da máquina pública.

"Todo mundo sabe que o Lula tem a máquina. Olha quantas iniciativas agora, inclusive no período eleitoral, têm sido feitas. Se eu fizesse uma coisa dessa, eu não sei, talvez eu seria alvo até de questionamento jurídico, né? Um tanto de iniciativa no período eleitoral. Será que é justo? Será que está correto isso, né? E o Flávio, mesmo assim, foi o mais votado."

As declarações de Claudio Ferreira ecoam o forte clima de mobilização da direita no estado, impulsionado pela expressiva musculatura política do bloco em Mato Grosso. A força desse arco de alianças ficou evidente durante o evento de lançamento da Casa 22 em Cuiabá realizada na noite dessa terça-feira (13).

O novo espaço passou a funcionar como o comitê central de apoio a Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência da República, reunindo 142 prefeitos mato-grossenses na capital.

"O povo brasileiro majoritariamente votou por mudança. Então, aquele modelo antigo de querer persuadir as pessoas ali por meio de ações populistas no período pré-eleitoral e no período eleitoral não cola mais. [...] O Flávio é a mudança que nós precisamos, é um consenso geral mesmo para a grande maioria das pessoas que votaram no Lula."

Para lideranças governistas como Claudio Ferreira, a articulação em torno do grupo bolsonarista reflete o descontentamento popular com a inflação, os juros elevados e a perda do poder de compra, pavimentando o terreno para a oposição mirar a mudança de comando no Palácio do Planalto.

Veja o vídeo:

 

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