RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO
O secretário estadual de Fazenda, Paulo Brustolin, deixou Mato Grosso nesta quarta-feira (30) para articular juntamente com os outros secretários de Estado o pagamento de forma emergencial do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) por parte da União no valor de R$ 850 milhões, se somados os anos de 2014 e 2015. Por isso, Brustolin quer aproveitar a reunião do 158° Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Florianópolis - Santa Catarina, nesta quinta-feira (1º de outubro) e sexta, para pressionar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy e sua equipe econômica.
“O Governo Federal não tem horando com seus compromissos. Promete e não cumpre”, desabafa o secretário de Fazenda.
Caso a presidente Dilma Rousseff (PT) comece a pagar em outubro a dívida só seria quitada em 2016 e é exatamente isso que o secretário de Mato Grosso pretende evitar com o pedido de redução no número de parcelas. Caso a prosposta seja aceita, já começaria outra ‘penitência’, desta vez, para receber os atrasados deste ano. “O Governo Federal não tem horando com seus compromissos. Promete e não cumpre”, desabafa o secretário do governador Pedro Taques (PSDB).
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Levy deve chegar à reunião apenas na sexta, por isso na quinta – quando apenas os secretários estiverem no local – será elaborada uma proposta para que haja o pagamento do FEX em apenas três parcelas e não mais quatro como havia sido negociado anteriormente. A previsão da primeira parcela era para setembro, mas não foi liberada porque a presidente ainda não sancionou o projeto.
Será elaborada uma proposta para que haja o pagamento do FEX em apenas três parcelas e não mais quatro como havia sido negociado anteriormente.
Mesmo assim, Paulo Brustolin está animado com a possível negociação e já até mobilizou todos os deputados federais e os senadores Wellington Fagundes, Blairo Maggi (ambos do PR) e José Medeiros (PPS) para aumentar a ‘pressão’ sobre a equipe econômica do governo.
Enquanto isso o governador Pedro Taques (PSDB) continua engrossando o discurso para cobrar mais compromisso do governo Dilma. “O Governo Federal não pagou 2014, nem 2015. Em vez de pedir a aprovação do Congresso Nacional via medida provisória, preferiu encaminhar projeto de lei que demorar mais para ser aprovado. Mesmo assim o projeto já foi aprovado. E quero aqui ressaltar a importância da bancada federal de Mato Grosso, os oito deputados, os três senadores, também o vice-governador Carlos Fávaro, nossa equipe econômica e eu também, que fomos a Brasília várias vezes. Mesmo assim, a presidente não sancionou a lei que vai destinar R$ 398 milhões ao nosso estado”, relatou o chefe do Executivo estadual.
Outro detalhe é que Taques tem ‘penado’ para cumprir com a folha de pagamento na ordem de $ 521,2 milhões. O governo do Estado só não atrasou salário porque cortou pagamentos a contratos até a conclusão das auditorias.
CONFAZ
O Confaz tem reuniões trimestrais com integrantes das secretarias de estado de Fazenda e Finanças de todo o país e do Ministério da Fazenda. Nos encontros são abordadas as ações de competência tributária do Estado e União, além de procedimentos e normas.















Eduardo Alvarenga 01/10/2015
Gilston, ele filiou agora, e esse pagamento esta em atraso desde 2014.
Severa Marques 01/10/2015
Governador se o governo federal não honra seus compromissos o Sr devia fazer igual o governo do Estado de Mato Grosso do Sul,que fez Lei Estadual limitando a exportação em 50 % da produção. Assim os outros 50% seria obrigatoriamente ser comercializado internamente em nosso Pais, gerando com isso o aumento da Receita de ICMS do Estado.
Gilston 01/10/2015
Olha ai o resultado da pagina AMARELA da veja. Continua assim governador na pagina amarela pedindo o impeachment.Quem apanha não esquece. Vai lá agora e peça pro Aécio Neves do PSDB ,pra ele dar uma forcinha.No ataque, ninguem vence o inimigo, as vezes temos que aliar a ele pra ao final ganhar a guerra.Mas o orgulho, fala mais alto, e o povo vê um futuro nebuloso se governador continuar só no ataque. Governador, não queremos que nosso Estado vira uma quitanda de esquina de rua, que não cresce.Esquece por hora os livros juridicos e os custumo de procurador federal, e parte pra conversação com Presidente da Republica.O duro é que este governador não aceita sugestão, só ele é o sabio.
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