PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
Alheio a qualquer especulação sobre seu futuro partidário, o governador Pedro Taques, que já decidiu deixar o PDT, vem dando 'canseira' em lideranças do PSDB e do PSB, além da própria imprensa, que motivada por especulações de bastidores já anunciou que o chefe do Executivo mato-grossense já teria decidido por ambas as siglas.
“Bem que gostaríamos. Mas ainda não é verdade, ele [Taques] não nos comunicou nada e pediu tempo para continuar pensando para se decidir”, disse o presidente regional do PSB
O PSDB, inclusive, já marcou um grande ato público de filiações para o próximo dia 11 de setembro, com a participação de lideranças tucanas nacionais. A expectativa da legenda é apresentar sua mais nova 'contratação', o governador.
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O PSB, por sua vez, estaria filiando Taques já em agosto, conforme garantiram, nos próximos dias, alguns setores da imprensa cuiabana.
“Bem que gostaríamos. Mas ainda não é verdade, ele [Taques] não nos comunicou nada e pediu tempo para continuar pensando para se decidir”, disse o presidente regional do PSB, deputado federal Fábio Garcia.
O próprio governador tem evitado falar em público sobre o assunto, apenas disparando, eventualmente, que não tem pressa em se decidir e que está em franca conversa sobre o assunto com seu grupo político.
Por outro lado, dentro do PDT, atual partido do governador, a direção regional da sigla assumiu postura ofensiva e vem cobrando a imediata saída dele. “Ele precisa se decidir logo, se realmente vai se decidir, precisa tomar logo essa posição, para não prejudicar o partido”, disse o presidente do PDT de Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana.
“Sei que tem gente com pressa, mas eu não. Eu não estou com a sangria desatada”, alfineta Taques.
E, ainda assim, se algum jornalista ousa em perguntar para Taques sobre sua decisão, a resposta do chefe do Executivo está afiada e na ponta da língua: “Sei que tem gente com pressa, mas eu não. Eu não estou com a sangria desatada”, alfineta.
Garcia, pelo lado dos socialistas, ressalta que há que se “respeitar o tempo do governador”, mas enaltece que todo dia que vê Pedro Taques, faz-lhe um lembrete. “ Eu não deixou de lembrá-lo que o PSB é o melhor caminho pra ele, tanto em nível de Mato Grosso, como no cenário nacional que ficou sem um grande nome desde a morte do Eduardo Cunha, no ano passado”.
A fala de Fábio Garcia é endossada pelo presidente do PSB nacional, Carlos Teixeira, que por telefone, disse ao
, que a militância da legenda está “esperançosa e otimista” quanto ao “sim” de Pedro Taques.
“Ele é um dos grandes nomes da política desse país e no PSB ele terá o espaço que precisa tanto nacionalmente, como no estado de Mato Grosso”, atesta.
Quanto ao PSDB, Taques é tido como um reforço, mas com tamanho previsível, uma vez que, caso opte pela sigla tucana, será apenas mais um, dentro de um quadro que tem medalhões como o próprio presidente do PSDB nacional, senador Aécio Neves, o governador de Asão Paulo Geraldo Alkmin e senador José Serra.
Mas Taques quando muito, apenas sinaliza que sua decisão apenas se dará aos 45 minutos do segundo tempo e seja qual for a legenda escolhida, ele precisa se manifestar com um ano de antecedência, para que aqueles que desejarem segui-lo e que tenham pretensões de disputar o pleito do na que vem, não incorram em infidelidade partidária, a menos que haja uma janela jurídica permissionárria.














