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Sem representante no Senado, Maggi dá fôlego ao PMDB com grandes possibilidades de ser reeleito e pode mudar o rumo do partido
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Desligado das articulações políticas em Mato Grosso desde que foi eleito ao Senado, Blairo Maggi (PR) , que está de 'malas prontas' para ir para o PMDB, parece ter tomado novo fôlego. Considerado uma das maiores lideranças do estado, Maggi já está polemizando antes mesmo de chegar à sigla. Recentemente ao jornal Diário de Cuiabá, ele desenhou um possível ‘cenário político peemedebista’ para as eleições do ano que vem, do qual o ex-juiz federal, Julier Sebastião da Silva (PMDB), pretenso pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, parece não fazer parte.
“Na última eleição, o senador não estendeu a mão para ninguém durante a campanha eleitoral, principalmente para o PMDB. Será que agora o grupo que apoiava o Blairo vai continuar sendo fiel?”, diz Alfredo.
O problema é que Julier se mostra empolgado com a possibilidade ser candidato e tem aparecido cada vez mais em vídeos do partido como protagonista, inclusive com punições da Justiça Eleitoral por propaganda antecipada, já que o foco foi criticar a gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB).
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Companheiro fiel de Mendes, o senador destacou que em 2012 e 2014, o PMDB saiu com a possibilidade de candidatura própria e acabou se acomodando com outros aliados na cabeça de chapa, o que pode ser subentendido como uma ‘campanha’ de Maggi pelo apoio à reeleição de Mendes.
Mas não é só isso que está em jogo. Conforme os boatos dos bastidores políticos, Maggi também estaria 'costurando' uma possível reeleição ao Senado ou até mesmo uma candidatura a vice-presidente em 2018.
Para o analista político Alfredo da Mota Menezes, o 'jogo político' não seria tão simples, e há muitas perguntas sem respostas ainda. “Na última eleição, o senador não estendeu a mão para ninguém durante a campanha eleitoral, principalmente para o PMDB. Será que agora o grupo que apoiava o Blairo vai continuar sendo fiel?”, diz Alfredo.
O analista também não acredita na candidatura de Maggi a vice-presidente, devido ao baixo consciente eleitoral de Mato Grosso. “Nosso estado tem pouco mais de dois milhões de eleitores, há favelas de São Paulo com números bem maiores”, concluiu.
“Nosso estado tem pouco mais de dois milhões de eleitores, há favelas de São Paulo com números bem maiores”
De qualquer forma, para ele quem mais ganha com a chegada do senador é o próprio PMDB ‘queimado’ pelo governo Silval Barbosa. O partido que teve a “faca e o queijo não mão” para fazer uma grande transformação na baixada cuiabana devido a Copa do Mundo, nadou, nadou e morreu na praia, tanto que Silval desistiu de concorrer na eleição do ano passado.
Sem representante no Senado Federal, Maggi dá fôlego ao PMDB com grandes possibilidades de ser reeleito. Por isso, como diriam os mais jovens, Maggi “chegou, chegando” e pode mudar o rumo do partido em 2018.









silvio 29/06/2015
Nem pra síndico do prédio onde moro!!
1 comentários