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14 de Abril de 2013, 16h:50 - A | A

POLÍTICA / UM ANO DE CONCESSÃO

Apesar de serviço ruim, Mendes descarta romper contrato da CAB

Falta de água, serviço ruim, reclamações e polêmicas marcam o primeiro ano de concessão dos serviços de água e esgoto da Capital

RENAN MARCEL



Com o compromisso de universalizar a distribuição de água na Capital nos primeiros três anos e o sistema de esgoto em até 10 anos, a CAB Cuiabá completa na próxima quinta-feira  (18) exatamente um ano de serviços prestados, mas continua deixando a desejar. O RepórterMT recebeu, durante a semana passada, inúmeras reclamações de leitores sobre o fornecimento de água na cidade. 

 
Diversos bairros da região norte de Cuiabá ficaram cerca de três ou quatro dias sem água devido à quebra de uma adutora, que demorou a ser trocada e, devido à troca, demorou também para restabelecer o fluxo normal de água. 
 
 Moradores dessa mesma região solicitaram a entrega de um caminhão-pipa pela Companhia (serviço “gratuito” que, por si só, já é a admissão da responsabilidade pela falta de água), mas foram surpreendidos pelo fato de que a CAB não se encarrega de encher a caixa d’água: é o morador quem precisa subir no telhado da casa para fazer o serviço, já que os encarregados pelo caminhão dizem que não lhes é permitido realizar o abastecimento. (Veja AQUI)
 
Já na região oeste da cidade, moradores dos bairros próximos à Universidade de Cuiabá (Unic), como Campo Velho e Praeiro, reclamam que a água não chega às casas desde do último domingo (7) ou, quando chega, é fraca e insuficiente para encher a caixa d’água.
 
 A assessoria da CAB informou que não foram registradas reclamações dessas localidades no telefone da Companhia (0800 646 6115), por isso o problema da falta de água era desconhecido. Mas, nos comentários da nossa reportagem, uma leitora, que mora na região, disse que ligou, sim, para reclamar: “Como não teve reclamações dos moradores do Campo Velho? Eu moro lá, meu esposo reclamou, meus vizinhos reclamaram... Acho que não precisa mentir, e ainda está sem água, ela veio no domingo e muito pouco”, comentou a leitora Regiane Aguiar Lopes. 
 
Os comerciantes do Centro da Capital também sofrem com o abastecimento insuficiente de água realizado pela CAB Cuiabá. Eles reclamaram que são obrigados a comprar caminhão-pipa para poder trabalhar e atender seus clientes. Na Valley Pub, a gerente Tatiana Nantes diz chegou a pensar que o problema fosse do encanamento da casa country e por isso mandou o encanador fazer uma vistoria. Como não encontrou problemas e continua com a falta de água, ela vai solicitar que os técnicos da CAB identifiquem o problema. Tatiana já possui três protocolos de ligação para CAB. (Veja AQUI)
 
No início do ano uma pesquisa encomendada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá revelou que para cerca de 52% dos cuiabanos os serviços prestados pela CAB Ambiental não se diferenciam dos prestados pela Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap). Somados aos 22,5% que consideraram uma piora no fornecimento de água, a avaliação não é nada positiva, já que os serviços da Sanecap também eram alvo de severas críticas. 
 
Por causa do resultado da pesquisa, alguns parlamentares consideraram até a ideia de quebra de contrato, principalmente depois que a CAB solicitou um aumento de quase 15% na tarifa de água. O vereador Toninho de Souza (PSD) declarou: “A concessão foi um péssimo negócio para Cuiabá. Entregaram a Sanecap praticamente de graça”.
 
No mesmo momento das reclamações enviadas ao RepórterMT, a CAB ingressou com uma liminar para garantir o aumento de 14,98% na tarifa de água, negado pela Prefeitura depois de um estudo jurídico, que revelou a necessidade de um reajuste negativo na tarifa de quase 1%. 
 
No entanto, apesar dos problemas e da má avaliação pública envolvendo a empresa, o prefeito Mauro Mendes (PSB) vê com naturalidade e respeita a postura da empresa. Segundo o prefeito, questionar a decisão do Executivo é um direito de todo cidadão ou empresa. Mendes prefere não tomar medidas drásticas, como o rompimento de contrato, já sugerido por parlamentares da Câmara Municipal, e atuar na cobrança e fiscalização.
 
“A ruptura de um contrato é um caminho extremamente longo, tortuoso, complexo. A população quer água na torneira e eu vou sempre colocar isso em primeiro plano e fazer aquilo que for melhor para garantir isso. Agora, romper um contrato não é uma decisão simples de tomar, pois é um caminho que pode levar a uma pendência jurídica que pode se arrastar por anos. E ai o grande prejudicado vai ser Cuiabá”, declarou o prefeito.
 
A empresa detém a concessão dos serviços de água e esgoto em Cuiabá por 30 anos.

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ALMEIDA 15/04/2013

eu faço comentario e não aparece, tem alguem do site que não deseja ver comentarios ou esta recebendo para receber só comentarios bons

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ALMEIDA 15/04/2013

O que esta acontecendo com a CAB é a mesma coisa dos nossos amigos politicos que sabem que existe reclamação e não se enxerga, a CAB esta fazendo um serviço imundo, nem adianta porque ela é omissa em todos os casos, quando foi para se fazer a licitação dessa conceção, ficou até parendo que todos os que votaram a favor ganharam e porque o prefeito não quer romper o contrato sendo que ja pode pelo tempo? ai tem coisa povo cuiabano.

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2 comentários