Assessoria

O governador Pedro Taques esteve em jantar de homenagem ao Fernando Henrique Cardoso em Nova Iorque esta semana
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques está avaliando se fica ou sai do PDT e para analistas políticos a tendência do momento é que ele vá para o PSDB.
O PDT é da base aliada da presidente Dilma Rouseff (PT) e Taques, que vem sinalizando com a desfiliação há pelo menos dois meses, já se manifestou favorável às reações contra ela, posicionando-se inclusive publicamente no Facebook.
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O articulista Onofre Ribeiro considera que a força de Pedro Taques seja o histórico dele de postura contra a corrupção, a mesma demanda que tem levado manifestantes às ruas, capitaneados pelo PSDB.
Então o PSDB está se reordenando no Estado, mas na esteira na reordenação nacional e não é somente o PSDB. É o PSDB e a frente dos descontentes.
Para Onofre, o grande líder tucano não é o Aécio, mas sim Fernando Henrique Cardoso.
Em viagem para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde o governador esteve para participar de um evento de econômico, Taques se destacou como único governador de outro partido a prestigiar um jantar promovido pela Câmara de Comércio Exterior Brasil-Estados Unidos, no luxuoso hotel Waldorf Astoria, em homenagem a FHC e Bill Clinton.
No jantar de gala, estiveram presentes os tucanos Guilherme Maluf, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado federal Nilson Leitão, presidente da Diretoria Executiva Regional do PSDB e o presidente da Famato Rui Prado, que foi candidato a senador pelo PSD, mas é recém-filiado ao PSDB.
Onofre Ribeiro destaca que o PSDB em Mato Grosso no entanto se enfraqueceu muito nos últimos anos, desde que Dante de Oliveira faleceu.
“Quando Blairo se elegeu governador em 2002, o PSDB elegeu cinco deputados estaduais, dos quais hoje só restou o Guilherme Maluff. Agora fez um deputado federal, que é o Nilson Leitão, o mais votado. Então o PSDB está se reordenando no Estado, mas na esteira na reordenação nacional e não é somente o PSDB. É o PSDB e a frente dos descontentes. É o partido liderando uma frente aglutinadora de várias siglas”, comenta Ribeiro.
“E se Taques for para o PSDB, deve levar Mauro Mendes com ele”.
Para ele, na eleição para prefeito, o PSDB já vai vir forte.
“E se Taques for para o PSDB, deve levar Mauro Mendes com ele”, prevê o articulista.
O PSB de Mauro Mendes, que está em fase de fusão com o PP, na visão dele, é um partido pequeno, que perdeu o rumo com a morte de Eduardo Campos e tende a acabar.
“Se ele tem pretensões de ser um líder do porte do Dante, então vai se filiar em um partido que seja uma frente de valores, uma frente de partidos. O PSDB vai se tornar essa frente, como já foi o PMDB, na época da ditadura, que aglutinou todo mundo que era contra o regime militar”, comenta o articulista..
“Se ele tem pretensões de ser um líder do porte do Dante, então vai se filiar em um partido que seja uma frente de valores, uma frente de partidos".
Essa ida para o PSDB inspira inclusive, na opinião de Onofre Ribeiro, a composição em uma chapa presidencial com FHC ou José Serra, tucanos fortes nas últimas eleições.
O historiador Alfredo da Mota Menezes, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), também acredita que Taques possa optar pelo PSDB, que já o convidou. “Ele não disse que sim nem que não”, pontua.
Menezes vê “Pedro” como um nome forte principalmente porque ele está nessa área contra a corrupção, o que, na avaliação dele, neste momento, pode ser muito mais importante do que ter obras para exibir.
Mas não acredita na composição de uma chapa pura do PSDB para presidência. O que poderia ocorrer com a ida de Taques para o PSB/PP.
“Ele está em momento de análise, para onde ele vai ninguém sabe”, finaliza o historiador.













