RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista exclusiva na manhã desta quarta-feira (12) na rádio Capital FM - para tratar sobre vários assuntos relacionados ao cenário nacional, como é o caso da crise política e econômica em que vive o país. O tucano também aproveitou para fazer um convite aberto de filiação ao governador Pedro Taques, que deixou o PDT esta semana após conflitos internos com o presidente regional da legenda, Zeca Viana, que ficou na 'bronca'.
"O PSDB aguarda com muita expectativa esta decisão. Ele sempre teve uma atuação muito forte no Senado colocando Mato Grosso acima de qualquer interesse e por isso se tornou essa pessoa respeitada por todos nós. As portas estão abertas”, frisou Aécio.
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Taques vem sendo assediado por várias legendas, mas a princípio teriam preferência do chefe do Executivo o PSB e PSDB.
“Qualquer partido sério neste país gostaria de ter o governador em sua base e o PSDB aguarda com muita expectativa esta decisão. Ele sempre teve uma atuação muito forte no Senado colocando Mato Grosso e o Brasil acima de qualquer interesse e por isso se tornou essa pessoa respeitada por todos nós. As portas estão abertas”, considerou Aécio.
O senador destacou ainda que o presidente regional da sigla, Nilson Leitão, está responsável em convencer Taques de que o PSDB é a melhor a opção. “Nosso presidente em Mato Grosso está cuidando disso. Ele [Taques] terá liberdade para atuar de acordo com seus pensamentos e vontades caso escolha o nosso partido”, destacou o segundo colocado na eleição presidenciável de 2014.
Na semana passada, na reunião do Fórum de Governadores do Brasil Central, o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo também havia reforçado o pedido.
“Nós sabemos que trata-se de um excelente quadro político que teremos nas fileiras do PSDB e por isso reforço hoje o convite para que ele se junte a nós”, destacou Perillo.
Questionado sobre que espaço no 'ninho tucano' Taques ocuparia no contexto nacional, o governador goiano disse acreditar que são muitas as possibilidades, dada “a inserção” de Taques no contexto nacional.
“Ele já demonstrou amplo conhecimento jurídico e preocupação com a causa pública, sempre se destacando com sua atuação no Senado e aqui em Mato Grosso já demonstra um excelente trabalho à frente do governo”, enfatizou.
“Ele já demonstrou amplo conhecimento jurídico e preocupação com a causa pública, sempre se destacando com sua atuação no Senado e aqui em Mato Grosso já demonstra um excelente trabalho à frente do governo”, enfatizou Perillo.
Como disse não ter pressa para anunciar sua nova filiação, o governador, que há meses analisa sua filiação a outro partido, pode inclusive permanecer sem legenda, uma vez que sua próxima disputa ocorrerá apenas em 2018, isso caso opte pela reeleição.
PDT
A saída de Taques pôs fim a um longo período de rusgas e desavenças entre o governador e Zeca Viana, além de sucessivas críticas do chefe do Executivo estadual ao PDT nacional, que durante os últimos anos respaldou o governo petista, tanto com Luiz Inácio Lula da Silva, como com Dilma Rousseff. Somente agora, no início de agosto de 2015 é que a cúpula nacional pedetista resolveu deixar a base governista.
“Agora vamos correr atrás do prejuízo e já vou adiantando que nós vamos incomodar nas próximas eleições”, frisou Viana, sem citar possíveis nomes que disputariam as Prefeituras dos principais municípios de Mato Grosso.














