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29 de Outubro de 2014, 08h:11 - A | A

POLÍTICA / O CASO DA ATA

Advogado de Taques diz que o que ocorreu foi um equívoco e não falsificação

Paulo Taques descartou a possibilidade da ata da convenção partidária de 2010 ter sido fraudada como alega o empresário Paulo Fiúza (SD), registrado como segundo suplente de Taques.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O advogado Paulo Taques, que respondeu pela assessoria jurídica das candidaturas de Pedro Taques (PDT) ao Senado em 2010 e ao governo do Estado em 2014, declarou em entrevista ao RepórterMT que descarta a possibilidade da ata da convenção partidária de 2010 ter sido fraudada como alega o empresário Paulo Fiúza  (SD), registrado como segundo suplente de Taques.

“Se ele acha que ocorreu uma alguma fraude,  o que eu não acredito, então vamos esperar as autoridades apurarem esses  fatos, e aí sim vamos nos manifestar”, frisou.

"Na hora de registrar a chapa, por algum equívoco ele caiu para segundo suplente”

O advogado enfatiza que o que ocorreu foi um equívoco quando Fiúza não foi registrado como primeiro suplente de senador.

“Ele foi colocado como primeiro suplente, foi feito o registro dele como primeiro suplente, ele fez a campanha como primeiro suplente e isso é um fato. Na hora de registrar a chapa, por algum equívoco ele  caiu para segundo suplente”, alegou.

O coordenador jurídico ainda enfatizou que desde o ocorrido nunca teria deixado de atender a Fiúza e que inclusive ingressou com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), solicitando que o registro fosse anulado, mas que o pedido não foi aceito.

“Eu mesmo fiz uma petição no Tribunal,   assinada por mim, pelo Paulo Fiúza, pelo Pedro Taques,  pelo José Medeiros (1º suplente)  e por todos os dirigentes partidários da coligação pedindo para corrigir o equívoco. Nós  mesmos fizemos isso, e o Tribunal  entendeu por bem não fazê-lo”, argumentou.

O especialista em direito eleitoral ainda alerta que a insistência de Fiúza em anular a ata junto ao TRE  pode não ser a melhor escolha.

"Discutir a validade, ou não, da ata não é o caminho adequado para o objetivo que ele busca"

“Inclusive, acho que o Paulo Fiúza discutir a validade ou não da ata não é o caminho adequado para o objetivo que ele busca, mas ele tem que fazer aquilo que ele entende ser de direito”, observou.

A ALTERAÇÃO SEGUNDO FIÚZA

Nesta segunda-feira (27), o empresário Paulo Fiúza apresentou à imprensa um laudo técnico que apontava ter ocorrido uma falsificação de pelo menos três assinaturas na ata registrada no TRE.

Além de sua própria assinatura, o empresário cita que no documento também teriam sido falsificadas as assinaturas do deputado federal Valtenir Pereira ( Prós), à época no PSB, o atual o coordenador da campanha de Taques, Otaviano Pivetta (PDT), José Roberto Stopa (PV), e de Naldo Lopes, que também foi candidato a senador.

Fiúza ainda ressaltou que Taques também teria afirmado que não encontrou sua assinatura no documento em questão e, portanto, todos estes já teriam sido arrolados como testemunhas do processo da suposta falsificação da ata.

Agora, mesmo com a Justiça Eleitoral considerando que Medeiros é o primeiro suplente, que substituiria Taques no Senado a partir do dia 1 de janeiro, Fiúza tenta anular no TRE a ata que alega ser fraudada a partir de um julgamento colegiado.

Aos jornalistas, Fiúza frisou que Taques não teria conhecimento da suposta fraude e, portanto não teria culpa alguma.

O empresário não quis apontar supostos autores da falsificação em questão, mas deixou claro que a alteração da ata teria sido feita a partir do momento em que o documento passou a ser de posse da assessoria jurídica de Taques, comandada pelo advogado Paulo Taques. 

De acordo com os advogados do empresário, a previsão é de que o TRE analise a viabilidade jurídica de apreciar a suposta fraude da ata, nas próximas sessões ordinárias, o que consequentemente pode anular o registro de candidatura de Medeiros, dando posse a Fiúza no dia 1 de janeiro.

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