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25 de Novembro de 2020, 08h:40 - A | A

POLÍCIA / CHACINA EM ARIPUANÃ

Vítimas ficaram mais de 1h sob poder dos bandidos até serem mortas

Jovem que afirma ter sido poupada de execução por estar grávida, contou à polícia que todos foram sequestrados quando deixavam garimpo, mas execuções ocorreram 50 km depois

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Três pessoas da mesma família foram mortas, além do marido da grávida

Três pessoas da mesma família foram mortas, além do marido da grávida

CAROLINA HOLLAND
DA REDAÇÃO



A jovem de 19 anos que afirma ter sido poupada de uma chacina em Aripuanã (1.002 km a Noroeste) por estar grávida contou à Polícia Civil que os bandidos executaram as quatro vítimas 50 km depois de elas terem sido rendidas. Os corpos foram encontrados na segunda-feira (23), em avançado estado de decomposição. 

Foram assassinados Elzilene Tavares Viana, 41, conhecida como Babalu, o marido dela, Leôncio José Gomes, 40, o filho dela, Luiz Felipe Viana Antônio da Silva, 19, e o marido da grávida, Jonas dos Santos, 25.

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Segundo a delegada Amanda Menuci Petelinkar, responsável pelo caso, a jovem contou que o grupo descia a serra do garimpo por volta das 9h de sábado (21), em direção a Aripuanã, quando foi abordado por quatro homens armados que tinham ‘trancado’ a estrada usando uma caminhonete. Um deles estava com uma arma longa.

As vítimas foram rendidas e levadas pelos criminosos por cerca de 50 km em direção ao município de Juína. Eles passaram a vila de Tutilândia, pararam a caminhonete e executaram as quatro pessoas. Depois, atearam fogo no veículo. As chamas atingiram Babalu, cujo corpo ficou cerca de 70% queimado, segundo a perícia técnica. 

Após receber as informações da jovem grávida, policiais civis foram até o local indicado por ela, onde populares já tinham encontrado as vítimas próximo à caminhonete. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) e tinham marcas de tiros. No local do crime havia ainda munição calibre 12. 

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