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04 de Julho de 2025, 09h:08 - A | A

POLÍCIA / JULGAMENTOS ANÔNIMOS

Tribunal de Justiça escala "juízes secretos" para enfrentar facções

O TJ vai usar uma plataforma desenvolvida pela Microsoft que distorce a identidade de quem presidir as audiências, que serão todas virtuais.

Chris Ryan/iStock

Juízes secretos vão atuar na primeira Vara Estadual contra as organizações criminosa

Juízes secretos vão atuar na primeira Vara Estadual contra as organizações criminosa

Caroline Borges
G1 Santa Catarina



Juízes secretos vão atuar na primeira Vara Estadual contra as organizações criminosas e facções em Santa Catarina. A nova unidade foi lançada nesta semana e terá tecnologia inédita no país para distorcer o rosto e a voz dos cinco magistrados que vão atuar nas audiências. O novo setor irá julgar os processos de forma anônima.

Para isso, o Tribunal de Justiça (TJ) vai usar uma plataforma desenvolvida pela Microsoft que distorce a identidade de quem presidir as audiências, que serão todas virtuais. Os participantes também não vão conseguir identificar o gênero e as características pessoais dos magistrados.

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Além disso, a nova tecnologia fará o reconhecimento facial de testemunhas. A inteligência artificial do novo sistema ainda será capaz de gravar as audiências com transcrição literal do conteúdo.

Além dos juízes, a vara estadual terá 35 servidores e servidoras e contará com a ajuda das polícias Civil e Militar. Inicialmente, o grupo já tem 2.087 processos para analisar, sendo 1.841 em andamento e outros 246 suspensos.

Segundo o desembargador Luiz Antônio Zanini Fornerolli, chefe da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), a segurança dos magistrados vai melhorar as decisões judiciais do estado:

“Trabalhamos basicamente com quatro vetores nesta vara, que funcionam como catalisadores. Eficiência, que é o resultado da prestação judicial. Celeridade, porque o Judiciário é responsável por dar uma pronta resposta técnica à sociedade, de acordo com a legislação. Segurança jurídica, para que nós tenhamos uma cultura de decisões a respeito das organizações criminosas. E segurança dos operadores que vão trabalhar nessa unidade jurisdicional", declarou. Leia mais em G1.

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