Cuiabá, 17 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
17 de Setembro de 2026

23 de Fevereiro de 2026, 14h:37 - A | A

POLÍCIA / PRESO NO BRASIL BEACH

TJ mantém preso advogado acusado de lavar dinheiro para organização criminosa

Rodrigo foi alvo de operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção

Reprodução

Rodrigo foi alvo de operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção

Rodrigo foi alvo de operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão preventiva do advogado Rodrigo da Costa Ribeiro, alvo da Operação Efatá, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa no estado. Em acórdão publicado neste mês, os magistrados da Terceira Câmara Criminal negaram, por unanimidade, o pedido de habeas corpus que buscava a liberdade do jurista.

Ribeiro foi preso após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em seu apartamento, no edifício de luxo Brasil Beach, em Cuiabá. No local, os agentes encontraram um carregador de pistola 9mm, nove munições intactas do mesmo calibre, um simulacro de arma de fogo e um rádio comunicador.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A operação foi deflagrada para desarticular um grupo criminoso envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção, que teria movimentado mais de R$ 500 milhões.

Leia mais - Justiça nega soltar advogado acusado de integrar esquema milionário do tráfico

A defesa do advogado, patrocinada por Rodrigo Moreira Marinho, sustentou que a denúncia era inepta por não descrever o dolo na conduta e que a posse de pequena quantidade de munição seria um fato atípico (princípio da insignificância). No entanto, a desembargadora relatora, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, rejeitou os argumentos.

Em seu voto, a magistrada destacou que a prisão é necessária para garantir a ordem pública, especialmente porque a apreensão ocorreu dentro de uma investigação maior sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além disso, o Tribunal pontuou que o advogado possui outras ações penais em curso, o que reforça o risco de que ele volte a cometer crimes se for solto.

Diante dessa situação, ausente ilegalidade manifesta ou abuso de poder na decisão que manteve a prisão preventiva, e evidenciada a inadequação das medidas cautelares diversas (...), impõe-se a manutenção da custódia cautelar”, anotou a relatora em trecho da decisão acompanhada pelos demais desembargadores.

As investigações da Polícia Civil apontam que Rodrigo Ribeiro faria parte de um esquema que movimentou valores expressivos para a organização criminosa, ocultando a origem ilícita do dinheiro por meio de fracionamento de quantias em diversas contas bancárias. Devido à gravidade, o Judiciário já determinou o bloqueio de R$ 41,2 milhões dos investigados.

Comente esta notícia