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Rodrigo foi capturado em seu apartamento de luxo, no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, no dia 3 de dezembro
GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
A desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o habeas corpus e manteve a prisão preventiva do advogado Rodrigo da Costa Ribeiro. Preso desde o dia 3 de dezembro passado no âmbito da Operação Efatá, ele é apontado pelas investigações da Polícia Civil como líder jurídico e conselheiro da maior facção criminosa do Estado.
Rodrigo foi capturado em seu apartamento de luxo, no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá. Na ocasião, além de ser alvo de busca e apreensão, ele acabou preso em flagrante após os agentes encontrarem carregadores de pistola 9mm, munições, rádio comunicador e simulacros de arma de fogo. A defesa tentou reverter a prisão alegando falta de fundamentação e que o material encontrado não configuraria crime, mas a magistrada não se convenceu.
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Em sua decisão, publicada na última terça-feira (27), a desembargadora destacou que a custódia cautelar está amparada em fundamentos "concretos e atuais". Para Juanita Duarte, a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva impedem que ele responda ao processo em liberdade ou com medidas cautelares.
“Não vislumbro ilegalidade manifesta. A decisão que manteve a prisão preventiva encontra-se fundamentada na gravidade da conduta e no risco à ordem pública”, decidiu a relatora, negando a tutela de urgência.
A operação
Deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a operação desarticulou uma gigantesca estrutura de lavagem de dinheiro da facção, que movimentava milhões por meio de empresas de fachada e contas de "laranjas". Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 41,2 milhões e o sequestro de bens, incluindo imóveis e 15 veículos.
O esquema, investigado desde 2022, apontou que o dinheiro do tráfico era fracionado em pequenas quantias para ocultar a procedência ilícita. Rodrigo da Costa Ribeiro, pela sua posição de conselheiro, seria peça-chave na blindagem jurídica do grupo.













