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17 de Setembro de 2026

30 de Janeiro de 2026, 16h:24 - A | A

POLÍCIA / PRESO NO BRASIL BEACH

Justiça nega soltar advogado acusado de integrar esquema milionário do tráfico

Rodrigo foi alvo de operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção

Reprodução

Rodrigo foi capturado em seu apartamento de luxo, no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, no dia 3 de dezembro

Rodrigo foi capturado em seu apartamento de luxo, no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, no dia 3 de dezembro

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



A desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o habeas corpus e manteve a prisão preventiva do advogado Rodrigo da Costa Ribeiro. Preso desde o dia 3 de dezembro passado no âmbito da Operação Efatá, ele é apontado pelas investigações da Polícia Civil como líder jurídico e conselheiro da maior facção criminosa do Estado.

Rodrigo foi capturado em seu apartamento de luxo, no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá. Na ocasião, além de ser alvo de busca e apreensão, ele acabou preso em flagrante após os agentes encontrarem carregadores de pistola 9mm, munições, rádio comunicador e simulacros de arma de fogo. A defesa tentou reverter a prisão alegando falta de fundamentação e que o material encontrado não configuraria crime, mas a magistrada não se convenceu.

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Em sua decisão, publicada na última terça-feira (27), a desembargadora destacou que a custódia cautelar está amparada em fundamentos "concretos e atuais". Para Juanita Duarte, a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva impedem que ele responda ao processo em liberdade ou com medidas cautelares.

Não vislumbro ilegalidade manifesta. A decisão que manteve a prisão preventiva encontra-se fundamentada na gravidade da conduta e no risco à ordem pública”, decidiu a relatora, negando a tutela de urgência.

A operação

Deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a operação desarticulou uma gigantesca estrutura de lavagem de dinheiro da facção, que movimentava milhões por meio de empresas de fachada e contas de "laranjas". Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 41,2 milhões e o sequestro de bens, incluindo imóveis e 15 veículos.

O esquema, investigado desde 2022, apontou que o dinheiro do tráfico era fracionado em pequenas quantias para ocultar a procedência ilícita. Rodrigo da Costa Ribeiro, pela sua posição de conselheiro, seria peça-chave na blindagem jurídica do grupo.

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