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15 de Julho de 2022, 12h:00 - A | A

POLÍCIA / MORTO POR PACCOLA

Tiros pelas costas de Japão causaram lesões no pulmão, fígado e diafragma

Alexandre Miyagawa foi morto pelo vereador Tenente Coronel Paccola no último dia 1º, em Cuiabá.

RepórterMT

Foram três perfurações, todas pelas costas, causando hemorragia

Foram três perfurações, todas pelas costas, causando hemorragia

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41 anos, foi atingido por três tiros pelas costas, sendo que um pegou ‘de raspão’ e dois atingiram a coluna e o ombro, causando "trauma torácico". O agente foi morto pelo vereador Tenente Coronel Paccola no dia 1º de julho, em Cuiabá.

"O projétil denominado 01 não causou grave ferimento, tendo trajeto superficial entre dorso esquerdo e braço esquerdo. Os projéteis denominados 02 e 03, tiveram entrada também no dorso, sentido póstero-anterior e ascendente, com ligeira inclinação da direita para esquerda. Esses ferimentos descritos lesionaram a veia subclávia esquerda, o lobo superior do pulmão esquerdo, diafragma, fígado, lobo inferior e médio do pulmão direito, pericárdio e átrio direito. E, em conjunto levaram a perda sanguínea maciça à cavidade torácica, causando choque hipovolêmico hemorrágico, causa direta e objetiva do óbito", diz o laudo, ao qual o Repórter MT teve acesso.

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Os tiros lesionaram o pulmão, fígado e diafragma de Miyagawa, causando a hemorragia que matou o agente. Laudo aponta, ainda, que os disparos foram feitos à distância, pois os ferimentos não continham "esfumaçamento e tatuagem", ou seja, não havia marcas de pólvora na pele.

O documento foi enviado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na quarta-feira (13). A Politec informou, em nota oficial, que os laudos de necropsia, local de crime, balística e alcoolemia, estão todos concluídos e já foram encaminhados aos delegados.

"Diante dos dados colhidos durante a necropsia e dos resultados, concluíram os peritos que a morte de ALEXANDRE MIYAGAWA DE BARROS deu-se por choque hipovolêmico hemorrágico, secundário a trauma torácico por projéteis de arma de fogo", conclui a necropsia.

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A DHPP aguarda a extração de dados dos dois aparelhos celulares de Paccola, que foram apreendidos na quarta-feira (13). Após a análise do material ser realizada, o inquérito policial deve ser concluído, o que deve acontecer já na semana que vem.

O caso

Miyagawa foi morto pelo vereador Paccola na noite dia 1º de julho, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

O vereador se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), logo após o ocorrido, e prestou depoimento. Ele alegou que matou o Alexandre em legítima defesa, por acreditar que ele iria atirar contra sua namorada.

A investigação é comandada pelo delegado Hércules Batista Gonçalves. No dia 7 de junho, ele afirmou que o trabalho está sendo realizado de forma técnica e "sem paixões".

"O trabalho da DHPP está sendo desenvolvido de forma técnica, sem adentrar em paixões, sem adentrar em outras visões. Cada instituição faz o seu papel. À DHPP, incumbe a ela definir autoria e materialidade de um homicídio. O que ocorreu lá foi um homicídio e é sobre esse homicídio que o trabalho da DHPP está se desenvolvendo", declarou.

A DHPP tem um prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, para concluir as investigações acerca do homicídio de Alexandre. Entretanto, o delegado afirmou que a expectativa é que todos os trabalhados sejam concluindo antes desse prazo.

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