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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

04 de Maio de 2017, 19h:30 - A | A

POLÍCIA / EL KADRE

Terrorista de MT é condenado a 15 anos de prisão por ameaças na Olimpíada

Leonid El Kadre foi preso na cidade de Comodoro, no ano passado. Ele foi apontado como o líder de um grupo do Estado Islâmico no Brasil que planejava ataques à Olimpíada no Rio de Janeiro.

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



O mato-grossense Leonid El Kadre de Melo, 33, foi condenado há 15 anos, 10 meses e 05 dias de reclusão por promover, no Brasil, a organização  Estado Islâmico do Iraque.

Leonid foi preso na cidade de Comodoro (a 644 km ao Oeste de Cuiabá) no dia 24 de julho de 2016. Ele é considerado o líder de um grupo terrorista que pretendia cometer ataques durante a Olimpíada do Rio de Janeiro e por isso pegou pena mais pesada do que os demais integrantes, que também foram presos pela Operação Hastag, deflagrada pela Polícia Federal. 

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Além dele, outros sete também foram condenados pelo mesmo crime. A decisão foi proferida na tarde desta quinta-feira (04) pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 9ª Vara Federal do Paraná. Os demais terroristas tiveram penas fixadas entre seis e cinco anos. 

Alisson Luan de Oliveira foi condenado há 6 anos e 11 meses de reclusão, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Israel Pedra Mesquita, Hortencio Yoshitake e Luís Gustavo de Oliveira foram condenados há 6 anos e 3 meses de reclusão e Fernando Pinheiro Cabral a 5 anos e 3 meses.

O mato-grossense estava preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS) e há 36 dias estava em greve de fome.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o grupo promovia, por meio de publicações em redes sociais, diálogo em grupos fechados do Facebook e compartilhamento de material extremista a organização terrorista denominada "Estado Islâmico" do Iraque e do Levante.

A investigação teve acesso, devido à quebra de sigilo de dados, à conversas privadas via Facebook, trocas de e-mails e do aplicativo Telegram, nas quais os membros recebiam orientações de como realizar o juramento ao líder do grupo, bem como informações sobre fabricação de bombas caseiras, utilização de armas brancas, aquisição de armas de fogo e faziam planos de ataques terroristas no Brasil.

O magistrado absolveu Leonid, Oziris, Levi, Israel, Hortêncio e Alisson da acusação de “corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos”. E ainda absolveu  Fernando Pinheiro Cabral da acusação de “constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão”.

 

 

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