Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

28 de Setembro de 2023, 08h:23 - A | A

POLÍCIA / CRIMES AMBIENTAIS

Servidora cobrava propina de produtores rurais para não instaurar investigações

A mulher exigia a valores para não instaurar ou não prosseguir com o procedimento que, na maior parte dos casos, sequer existia.

Reprodução

Servidora foi presa pela Polícia Civil

Servidora foi presa pela Polícia Civil

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



Uma servidora da prefeitura de Paranatinga (373 km de Cuiabá) foi presa nesta quarta-feira (27), pelos crimes de concussão passiva e prevaricação. Ela foi "cedida" pela Prefeitura para atuar como escrivã na delegacia da cidade. Na função, exigia valores das vítimas, especialmente produtores rurais, para não instaurar procedimentos em relação a crimes ambientais.

De acordo coma Polícia Civil, as investigações começaram após uma denúncia anônima narrando que a servidora exigia vantagens indevidas de pessoas, entre elas produtores rurais, que eram chamadas para prestar esclarecimentos na delegacia. Assim, foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Em poucos dias de apuração, foi confirmada a veracidade das informações e constatado que a servidora agiu da mesma forma com todas vítimas, as atraindo até a delegacia sob a alegação de que eram alvos de denúncias sobre crime ambiental.

Leia também - Dono de distribuidora em Cuiabá é indiciado por adulteração, lavagem de dinheiro e receptação

Durante conversa com as vítimas, a servidora exigia a valores para não instaurar ou não prosseguir com o procedimento que, na maior parte dos casos, sequer existia.

A servidora foi afastada da delegacia e com base nos elementos levantados, o delegado Eric Martins representou pelo mandado de prisão preventiva da investigada, que foi deferido pela Justiça e cumprido nesta quarta.

“A Polícia Civil não admite nenhum tipo de situação em que o servidor exija valor ou vantagem para que não seja instaurado ou trâmite determinado procedimento investigativo. O caso da servidora, que era cedida e atuava como escrivã ad hoc, é uma situação isolada e não tem nenhum vínculo com as demais atividades desenvolvidas na unidade”, destacou o delegado.

Comente esta notícia