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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

31 de Março de 2026, 12h:14 - A | A

POLÍCIA / RUPTURA CPX

Saiba quem é MC Mestrão, preso em operação contra facção criminosa em Cuiabá; vídeo

O investigado é apontado pelas autoridades como responsável por divulgar conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças, além de manter contato com membros de alto escalão do grupo

DO REPÓRTERMT



Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como MC Mestrão, foi preso na manhã de hoje (31) durante a Operação Ruptura CPX, deflagrada pela Polícia Civil contra integrantes de uma facção com atuação na Grande Cuiabá.

O investigado é apontado pelas autoridades como responsável por divulgar conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças, além de manter contato com membros de alto escalão do grupo.

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Segundo as investigações, o MC também teria prestado apoio logístico à organização criminosa, incluindo a disponibilização de locais para esconder veículos de origem ilícita.

Nas músicas, o MC faz referência a ordens internas e punições dentro da comunidade. Em um dos trechos, ele canta: “O toque veio da torre, então fica na atividade, o disciplina avisou aqui na comunidade.”

Em outra parte, aborda as sanções aplicadas a quem descumpre regras: “Já decretou, não cumpriu você já sabe: brigou, é salve, 'caguetou', é salve”.

O MC também menciona que as punições podem ter consequências fatais ao dizer: “os 'pé de pano' e os 'talarico' estão no jardim da saudade”.

A operação cumpre 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Leia mais - Facção que dominava bairros em Cuiabá é alvo de megaoperação policial

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso é investigado por envolvimento em tráfico de drogas, furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, lavagem de dinheiro e domínio territorial em bairros da região metropolitana.

As apurações também apontam que a facção buscava exercer controle sobre áreas como o Complexo Residencial Isabel Campos (CPX), estabelecendo regras próprias e monitorando a movimentação de moradores.

O nome da operação faz referência à tentativa da facção de impor um poder paralelo na região. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, voltada ao combate às facções criminosas no estado.

Veja vídeo:

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