VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
Lucieni Naves Correia, de 51 anos, que foi assassinada a tiros pelo ex-marido Paulo Neves Bispo, de 61 anos, na manhã desta segunda-feira (16), em Cuiabá, havia pedido uma medida protetiva contra ele no final do ano passado. Ela alegava que sofria violência psicológica e perseguição do feminicida, que era agressivo tanto com ela quanto com as duas filhas do casal.
O agressor também possuía passagem pelos crimes de injúria e ameaça contra uma das filhas.
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Após descumprir a medida de proteção e cometer o feminicídio, ele foi morto por um policial à paisana enquanto tentava fugir.
Conforme informado pelo RepórterMT, Lucieni foi assassinada por volta das 7h15, na casa dela, na Rua 14, no bairro Osmar Cabral. A Polícia Militar foi acionada com a informação de que no local havia ocorrido um feminicídio e que o assassino havia fugido em direção ao bairro Liberdade, indo à casa da filha dele, com a intenção de matá-la também.
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Durante a fuga, Paulo se deparou com um PM à paisana, que efetuou disparos para contê-lo. O feminicida não resistiu aos ferimentos e morreu.
Paulo e Lucieni foram casados por mais de 20 anos e estavam em processo de separação desde 2019.
A vítima era professora na Escola Municipal Constança de Bem Bem, localizada no bairro Jardim Fortaleza. Ela trabalhou na educação do município ininterruptamente desde 2009 e atualmente atuava como Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD).
Em entrevista à TV Centro América, Ana Paula Louzada, sobrinha de Paulo, pediu perdão às filhas de Lucieni pelo crime cometido pelo tio, que, segundo ela, não aceitava a separação. Ela afirmou que nunca imaginou que a família passaria por uma situação como essa.
Em nota, o prefeito Abilio Brunini (PL) lamentou a morte da servidora e defendeu que o ciclo de violência contra a mulher precisa ser combatido.
“Que Deus receba essa mulher com sua infinita bênção. Esse ciclo de violência contra as mulheres precisa ser repudiado e combatido diariamente”, afirmou Abilio.
Lucieni Naves Correia é a quarta vítima de feminicídio em Mato Grosso este ano. Os outros três casos foram registrados em Chapada dos Guimarães, Nova Maringá e Lucas do Rio Verde.
No ano passado, Mato Grosso registrou 54 vítimas, maior número desde 2020, que é quando o estado registrou 62 feminicídios.












