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Cuiabá, 02 de Junho de 2026
02 de Junho de 2026

02 de Junho de 2026, 16h:01 - A | A

POLÍCIA / LISTA DE "ESTUPRÁVEIS"

Policial federal, pai de aluno da UFMT investigado por ameaçar alunos tem arma recolhida e nega crime

Policial federal é alvo de procedimento enviado à Justiça por intimidar universitários que denunciaram o caso. Na delegacia, ele preferiu o silêncio.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O policial federal suspeito de intimidar estudantes que denunciaram a existência de uma lista das "alunas mais estupráveis" teve sua arma funcional recolhida preventivamente. O agente é pai de um dos acadêmicos investigados no escândalo.

A punição administrativa é resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela própria Polícia Federal para apurar a conduta do servidor. Paralelamente, a denúncia de coação contra ele foi enviada para o Poder Judiciário.

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Três estudantes registraram boletim de ocorrência relatando que passaram a ser alvos de ameaças do policial após ajudarem a expor o grupo de mensagens onde dois alunos, de Direito e Engenharia Civil, faziam discursos de apologia ao estupro de mulheres. 

Ao ser intimado para depor na Polícia Civil na última sexta-feira (29), o agente negou ter feito as ameaças aos universitários, mas usou o direito constitucional de permanecer em silêncio quando questionado sobre os demais detalhes do caso.

Conforme a Polícia Civil, o procedimento por crime de menor potencial ofensivo foi relatado e encaminhado para os juizados especiais de Cuiabá. (Veja a nota no final da matéria).

Enquanto a denúncia de intimidação contra o pai avança na Justiça, o inquérito principal sobre a criação da lista segue sob sigilo na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

Até o momento, a repercussão das mensagens provocou o afastamento preventivo dos alunos envolvidos e obrigou a Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) a adotar aulas remotas no curso de Engenharia Civil e suspender atividades práticas após a escalada das tensões envolvendo os estudantes.

A polêmica começou no dia 4 de maio, quando alunas da Faculdade de Direito receberam prints de conversas no WhatsApp contendo o ranking de teor misógino e violento. 

Veja a nota na íntegra:

A Polícia Civil informa que as investigações relacionadas à suposta “lista de estupráveis” que circulou na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) seguem em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá.

No curso da investigação, já foram realizadas oitivas de testemunhas e outras diligências investigativas, além da representação por medidas que dependem de autorização judicial. Em razão do sigilo e para não comprometer o andamento dos trabalhos, mais detalhes serão divulgados somente após a conclusão do inquérito policial.

Em relação ao caso envolvendo supostas ameaças contra estudantes de Engenharia da UFMT, atribuídas ao pai de um dos alunos investigados, foi instaurado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá. O investigado foi ouvido na unidade policial, negou o fato e se reservou ao direito de permanecer em silêncio. O procedimento foi concluído e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), que adotará as providências cabíveis.

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