DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) determinou, nesta terça-feira (03), que a Controladoria Geral do Município (CGM) realize uma auditoria nas folhas de pagamento do Executivo. A decisão foi comunicada pela Prefeitura, após a Polícia Civil deflagrar a Operação Chacal.
Desencadeada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), a ação investiga servidores fantasmas, contratados e recebendo salários e prêmio saúde destinados à função de médico no Hospital Pronto Socorro de Cuiabá.
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No comunicado, a gestão informou que um ofício enviado em 20 de agosto de 2020 ao delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior, da especializada, baseou as investigações. O documento foi assinado na época, pelo então secretário de Saúde da Capital, Luiz Antonio Possas de Carvalho.
"Em junho de 2020 a Coordenadoria de Gestão de pessoas da SMS identificou uma suspeita de irregularidade. Foi realizada uma investigação administrativa minuciosa, onde constatou-se que três servidores não possuíam registro perante o Conselho Federal de Medicina”, disse Prefeitura em nota.
“Os servidores foram exonerados no sistema da folha de pagamento da SMS e a situação foi denunciada à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção por meio do ofício", acrescentou.
Logo após a operação, em entrevista o delegado Cláudio Álvares Santana, responsável pelas investigações, informou que um pedreiro, um pintor, um motorista de aplicativo e um caseiro da região do Manso estão entre os servidores "fantasmas" que recebiam como se fossem médicos.
"A Secretaria Municipal de Saúde informa que mantém-se à disposição das autoridades na apuração de qualquer irregularidade apontada, mantendo a lisura e a responsabilidade na administração pública. Por determinação do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, a Controladoria Geral do Município (CGM) realiza auditoria nas folhas de pagamento do Executivo", finalizou.
A operação
De acordo com as investigações da Deccor, servidores da própria Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, valendo-se de contratações diretas ocorridas no período da pandemia de covid-19, passaram a cadastrar no sistema interno de admissão da secretaria “servidores fantasmas”, como se estivessem exercendo as funções de médicos no HPMC, contudo, nenhum dos suspeitos era formado em Medicina ou possuía registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
A partir deste momento a investigação policial transcorre no sentido de identificar a participação de demais servidores públicos municipais e “médicos fantasmas” no esquema.
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joana 03/05/2022
porque não controlam tambem se os concursados com cargo de comissão salario em torno de 9 mil estão cumprindo horario de trabalho, ou é normal chegar quase as nove a tarde depois das 2 e as 18 ja estar em casa?
Afonsão 03/05/2022
O Paletó vai dizer q não sabia de nada.... Kkkkkll
2 comentários