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02 de Dezembro de 2013, 16h:30 - A | A

POLÍCIA / GOLPE DA TERRA FANTASMA

PMs, oficial de Justiça e corretor de imóveis estão entre os presos na operação ‘Liga da Justiça’

Quadrilha falsificava escrituras de terras para obtenção fraudulentas de financiamentos bancários. Nove integrantes do grupo criminoso já foram presos.

DA REDAÇÃO



Dois policiais militares aposentados, um corretor de imóveis e um oficial de justiça estão entre os detidos na operação ‘Liga da Justiça’, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (02), nas cidades de Barra do Garças, Porto Alegre do Norte e Confresa.

As ações tem o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que falsificava escrituras de terras para obtenção fraudulenta de financiamentos bancários. Os suspeitos ainda estão envolvidos em homicídios nesses três municípios. A polícia não divulgou os nomes dos detidos com o intuito de preservar o andamento das investigações.

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Segundo informações da PC, nove membros da organização criminosa foram presos, sendo oito em cumprimento de mandado de prisão e um em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

Investigações

As investigações iniciadas em Confresa (1.160 km da capital) e repassadas a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em Cuiabá, identificaram que a quadrilha agia na falsificação de matriculas de escrituras de terras para obtenção de financiamentos milionários com uso de nome de diversas pessoas. Para manter o “negócio criminoso” a quadrilha chegou a cometer quatro homicídios na região.

O delegado regional de Confresa, Ronan Gomes Villar, disse que a organização criminosa vem agindo na região há muitos anos, cometendo diversas fraudes e assassinado donos de áreas rurais. “Essas pessoas foram investigadas pela Polícia Federal e continuaram falsificando documentos”, afirmou.

De acordo com as investigações comandadas pela delegada do GCCO, Cleibe Aparecida de Paula, a quadrilha também tem ligação com crimes de homicídios qualificados e esbulho possessório de áreas rurais. Ato pelo qual uma pessoa perde a posse de um imóvel de forma forçadamente, sem qualquer direito sobre a coisa que legitime o seu ato. É crime de usurpação.

As investigações iniciaram com o duplo homicídio dos funcionários de uma fazenda, Manoel Divino Pereira da Silva e Janio Correa de Araujo. O crime ocorreu no dia 21 de setembro de 2011. As vítimas passavam de motocicleta pela estrada de acesso a Fazenda “Mata Azul”, no município de Confresa, quando foram mortas por armas de fogo.

O inquérito policial, inicialmente instaurado em Confresa, foi transferido ao GCCO para continuidades das investigações, após a Polícia identificar que o motivo das mortes seria a posse da terra e obtenção de recursos financeiros fraudulentos pela organização criminosa.

A mesma fazenda, em 14 de maio de 2010, teve ajuizada ação de interdito proibitório (visa repelir algum tipo de ameaça à posse de determinado possuidor) por parte da empresa Transcarmo Agropecuária em desfavor de dois alvos da operação.
Antes mesmo de a Polícia Civil identificar a motivação dos homicídios, o delegado de polícia em Confresa, sofreu ameaças por conta das investigações. A quadrilha também teria ameaçado uma vereadora de Porto de Alegre. Ela teve uma área de terra usada nas fraudes.

Já a gerente de um banco de Porto Alegre do Norte sofreu ameaças para liberação de um financiamento. Com medo, a vítima pediu transferência da região.

A organização é conhecida nas regiões como “Liga da Justiça” por contar com influência no apoio e execução das atividades ilícitas de servidores do Executivo e do Judiciário. "Essas pessoas têm facilidades em diversos lugares, órgãos. São muitos organizadas", disse a delegada Cleibe Aparecida de Paula.

Vários documentos e computadores também foram apreendidos durante a operação, além de quatro armas de fogo e munições.

Financiamentos

Segundo informações repassadas a Delegacia de Confresa, 373 matrículas de propriedades rurais foram falsificadas pela organização criminosa para obtenção de financiamentos bancários. As matrículas eram obtidas com uso de documentos falsos junto a cartórios de registro de imóveis, principalmente em Barra do Garças, além de municípios da região como Porto Alegre do Norte, Vila Rica, General Carneiro e até nos estados de Goiás e Tocantins.

Em um dos financiamentos fraudulentos a quadrilha usou a matricula de um terreno em Barra do Garças para forjar matricula de uma área de 25 hectares em Porto Alegre do Norte, pela qual conseguiram dois empréstimos, um de R$ 314 mil no Banco do Brasil e outro de R$ 316 mil no Bradesco.

No início de novembro, a quadrilha tentou obter um financiamento de R$ 30 milhões junto a uma instituição financeira do Estado de São Paulo. O golpe foi descoberto e duas pessoas forma presas no dia 14 de novembro por uso de documentos falsos, além de tentativa de estelionato.

O golpe junto ao banco paulista consistia na liberação de Certificados de Direito Creditórios do Agronegócio (CDCA), no valor de R$ 30 milhões, firmado por meio de instrumento de compartilhamento de garantia, a qual o contrato exigia entre as documentações da fazenda, o registro do imóvel no cartório da região. Para adquirir os documentos junto ao cartório, os estelionatários deram entrada do pedido usando documentos falsos de um suposto dono de uma fazenda.

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Reinaldo 02/12/2013

Perguntem se alguém deles está ligado ao PT. Este terá pena severa, enquanto os demais... nada acontecerá!!!

1 comentários

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