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Cuiabá, 07 de Junho de 2026
07 de Junho de 2026

19 de Setembro de 2025, 09h:35 - A | A

POLÍCIA / VEJA VÍDEOS

PF dá batida em mansão de empresário por lavar dinheiro do tráfico; Porsche é apreendido

Lincon Castro da Silva já havia sido alvo da PF, em julho, na primeira fase da operação, que foi deflagrada em Cuiabá e Cáceres. 

DO REPÓRTER MT



A Polícia Federal deflagrou, nessa quinta-feira (18), a Operação Extractus II, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, em Cuiabá. Um dos alvos é o empresário do ramo do comércio varejista de bebidas, Lincon Castro da Silva, que é apontado como líder do esquema.

Ele já havia sido alvo da PF, em julho, na primeira fase da operação, que foi deflagrada em Cuiabá e Cáceres. 

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Durante a primeira fase da operação, as investigações revelaram que narcotraficantes de diversas regiões do país remetiam quantias milionárias a intermediários, que já foram presos preventivamente. Esses valores eram então repassados para distribuidoras de bebidas investigadas, sob a justificativa de aquisição de grandes volumes de mercadorias, porém tudo era uma fachada. 

Na segunda fase, as diligências reforçaram o conjunto probatório, permitindo à PF comprovar a inexistência de documentação fiscal correspondente aos depósitos, a ausência de comprovantes de entrega das bebidas supostamente compradas e que as empresas adquirentes não existiam de fato.

Com base nas provas reunidas no inquérito policial, o Judiciário autorizou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra Lincon, no condomínio Florais dos Lagos, na Capital. Entretanto ele não foi encontrado e está foragido. No local, um Porsche prata foi apreendido. 

Outro lado

A defesa de Lincon enviou a seguinte nota: 

A defesa do empresário Lincon Castro da Silva, sócio das empresas Disbepontes e Precito (que não é alvo da investigação), vem a público esclarecer informações recentemente divulgadas que o associaram, de forma equivocada, a crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em manifestação de 8 de setembro, afastou a acusação de organização criminosa por falta de provas, destacando que não existe qualquer vínculo pessoal ou funcional entre Lincon e os demais investigados, além de relações estritamente comerciais.

Em 9 de janeiro de 2025, a juíza Fernanda Kobayashi determinou o arquivamento de investigação fiscal contra as empresas, reconhecendo a inexistência de dívidas tributárias e a regularidade das operações, em consonância com entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Empresário com mais de 20 anos de atuação no setor de distribuição de bebidas, Lincon Castro da Silva administra hoje 11 lojas do ramo em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Brasília, sem que jamais tenha sido apontada qualquer irregularidade em suas atividades.

A defesa reforça que o empresário sempre colaborou com as autoridades, apresentou toda a documentação solicitada — incluindo notas fiscais de compra e venda — e confia que a verdade será restabelecida em breve pela Justiça.

Valber Melo, João Sobrinho, Matheus Correia

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Pedro 19/09/2025

Sempre que tem operações policias contra grandes quadrilhas e esquemas eles entram nesses Florais. Ainda mora alguém lá?

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1 comentários