EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
Não havia arrependimento e nem comoção com o ocorrido. Essas foram as palavras usadas pelo delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), para descrever o depoimento do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, que atropelou Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, nessa terça-feira (20).
O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ilmes atravessava a via, fora da faixa, e estava a menos de um metro de subir no canteiro central quando foi atingida pela Toro conduzida por Paulo Roberto, na faixa da esquerda.
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Paulo tinha as duas faixas da direita livres, mas as imagens mostram que ele não desvia de Ilmes. O advogado também não tentou frear o veículo e, após atingi-la, não parou para prestar socorro.
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O impacto foi tão forte que o corpo de Ilmes foi arremessado, sobre o canteiro, até a via oposta, sendo atingida novamente por uma Strada que trafegava na outra direção. Ilmes teve as duas pernas separadas de seu corpo. As partes ficaram espalhadas na via.
O motorista da Strada permaneceu no local. Já Paulo Roberto, enquanto deixava o local do atropelamento, foi perseguido por um policial à paisana que presenciou o acidente, interceptado e conduzido de volta ao local.
Em depoimento prestado à Deletran, Paulo Roberto jogou a culpa para a vítima. Afirmou, categoricamente, ao ser questionado pelo delegado Christian se havia atropelado Ilmes: “Não. O corpo dela que acertou o meu carro, do lado. Ela bateu no meu carro pelo lado do motorista. Ela que me atropelou”.
O que eu extraí de tudo é que não havia arrependimento, nem comoção com o ocorrido
Em entrevista ao RepórterMT, Christian fez uma avaliação do depoimento. “O que eu extraí de tudo é que não havia arrependimento, nem comoção com o ocorrido.”
Na leitura do delegado, Paulo Roberto, ao prestar o depoimento, não imaginava que a polícia já estava em posse das imagens, muito menos que elas mostram com clareza toda a cena.
“A câmera pegou os fatos está muito longe. Ele deve, no momento em que estava lá no local, ter analisado o local, viu que não haveria câmeras que poderiam ter flagrado [o atropelamento] e jogou essa cartada”, disse o delegado.
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Segundo Christian, essa alegação do advogado pode ter sido motivada pelo fato de o carro dele ter ficado com danos na lateral, na dianteira esquerda. Nesse contexto, caso não houvesse imagens do acidente, seria uma dúvida plausível. “Existem casos em que a vítima está fazendo a travessia de forma desatenta e acaba indo de encontro a um veículo que está andando, não é algo impossível de acontecer.”
Porém, com as imagens e a dinâmica do acidente, o delegado coloca em xeque a versão de Paulo Roberto.
“No caso dele, as imagens elas falam por si só, mas as evidências também permitem chegar à conclusão de que a vítima foi atingida por um objeto em alta velocidade e não que ela simplesmente se chocou contra algo que estava à sua frente”.
















Luciano Lobo 21/01/2026
O seu histórico já diz quem ele é. Não sei como a OAB permite uma pessoa desta estirpe, ostentar a sua credencial.
Mariah 21/01/2026
Esse senhor é um psicopata, ele matou a estudante de forma muito cruel.
careca 21/01/2026
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3 comentários