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29 de Dezembro de 2017, 13h:51 - A | A

POLÍCIA / COLNIZA

MPE denuncia empresário, médica e outros 2 por execução de prefeito

A denúncia foi assinada pelos promotores de Justiça, Leandro Túrmina e Willian Oguido Ogama, na quarta-feira (27), e oferecida ao juiz plantonista da comarca no município de Colniza.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O Ministério Público do Estado (MPE) denunciou os quatro envolvidos na execução do prefeito de Colniza (1.065 km de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos, ocorrida no dia 15 de dezembro.

A denúncia foi assinada pelos promotores de Justiça Leandro Túrmina e Willian Oguido Ogama, na quarta-feira (27), e oferecida ao juiz plantonista da comarca no município.

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Foram apontados pelo MPE como culpados o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto, a mulher dele, a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, e os executores do crime Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva.

Os promotores acusaram os quatro pelos crimes de homicídio qualificado - por motivo fútil, promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, homicídio tentando, corrupção de menores, entrega de veículo automotor à pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo produto de furto.

Na denúncia consta que o empresário e a mulher armaram o plano criminoso por questões “pessoais e políticas”, sem entrar em detalhes dos motivos.

A gravidade do crime, não apenas abstrata, mas no caso em concreto, é patente e se extrai do modus operandi dos denunciados. Não custa relembrar: os denunciados assassinaram o Prefeito Municipal em plena luz do dia, em Rodovia movimentada que dá acesso ao Centro de Colniza (menos de 1 km da praça central - “Praça da Bíblia”), em veículo em movimento e que contava com quatro passageiros em seu interior. Além disto, efetuaram inúmeros disparos com diversas armas de fogo. Não bastasse, os executores foram contratados em Goiânia e transportados pelo Sr. Antonio (vulgo “Rodrigo”) até este Município de Colniza para perpetrar o intento criminoso”, escrevem os promotores, na denúncia.

Túrmina e Ogama pediram a manutenção das prisões preventivas de todos os acusados. Antônio, Zenilton e Welisson foram presos no dia seguinte ao crime em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital).

Já a médica teve o mandado de prisão temporária cumprido no dia 24 de dezembro. Um menor de 15 anos, irmão do empresário, foi apreendido na mesma data, porém não foi denunciado pelo MPE.

A denunciada Yana e seu companheiro/denunciado Antonio promoveram, organizaram, cooperaram e dirigiram a atividade dos outros denunciados, já que Zenilton e Welisson eram conhecidos do casal e foram contratados para a execução da referida infração penal. Além disto, o adolescente J.V.O.P também atuou a mando em obediência às ordens daqueles”, apontaram os promotores.

Segundo Túrmina e Ogama, os executores receberam R$ 5 mil cada para assassinar o prefeito.

"Por estas razões é que o Ministério Público requer seja recebida e autuada esta peça para que os denunciados sejam citados para responder à acusação, observando-se o rito previsto no artigo 406 e seguintes do Código de Processo Penal, visando que após o regular prosseguimento do feito – com a oitiva das testemunhas/informantes/vítimas abaixo arroladas – sejam pronunciados e levados a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri, para que, então, sejam condenado pelas infrações penais acima descritas”, destacaram.

O crime

O prefeito conduzia uma Toyota SW4 preta quando foi interceptado pelos criminosos, cerca de 7 quilômetros da entrada da cidade. O veículo foi ao encontro da caminhonete, momento que foram efetuados vários disparos contra o prefeito Esvandir que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano, na BR 174, esquina com a Rua 7 de Setembro. Outros dois disparos feriram o secretário Admilson, sendo um na perna esquerda e outro nas costas.

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