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06 de Fevereiro de 2024, 14h:00 - A | A

POLÍCIA / AMEAÇOU EXPLODIR CABEÇA

MP denuncia delegado que invadiu casa de empresária no Florais

Vídeo teve ampla repercussão na imprensa local na época dos fatos.

Reprodução

Ação foi registrada no condomínio Florais do Lago.

Ação foi registrada no condomínio Florais do Lago.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso ofereceu denúncia por abuso de autoridade e constrangimento ilegal contra o delegado Bruno França Ferreira no episódio em que ele invadiu a casa de uma empresária, no Florais dos Lagos, em Cuiabá, e ameaçou atirar na cabeça da mulher, que estava aos gritos, na frente de uma criança de 4 anos de idade.

O caso foi registrado em novembro de 2022 e teve ampla divulgação na mídia local.

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Passava das 21h, quando o delegado invadiu a residência. A denúncia fala que o delegado agiu “por mero capricho ou satisfação pessoal”, causando constrangimento à dona da residência.

A razão para a invasão é que o enteado do delegado, identificado pelas iniciais J. M. M. A. B., teve um desentendimento com o filho da empresária dona da casa invadida e ligou para o avô, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que por sua vez acionou o delegado, que trabalhava em Sorriso, mas estava em Cuiabá no dia dos fatos.

“Após adentrar no imóvel (de forma ilegal) com arma em punho e em evidente abuso de poder, sob premente princípio da pessoalidade, o denunciado se dirigiu à vítima Fabíola e deu voz de prisão anunciando: ‘(...) você não sabe que não pode chegar perto do meu filho e da próxima vez eu estouro sua cabeça’ (sic)”, diz a denúncia.

A denúncia ainda cita que, na delegacia, ao ser questionado pelo advogado da vítima, Rodrigo Pouso Miranda, proferiu as seguintes palavras: “Filho da puta, vai tomar no cu, vai a puta que pariu”.

Durante interrogatório sobre o caso, conforme a denúncia do MP, Bruno França relatou que “estava muito nervoso e reconhece que não deveria ter feito uma entrada tão agressiva e que houve uma desproporcionalidade, principalmente no tom de voz usado, pois era uma pessoa que ofereceria pouca resistência”.

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