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16 de Outubro de 2026

16 de Outubro de 2026, 10h:18 - A | A

POLÍCIA / HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

Justiça mantém prisão de maníaco por estuprar e manter namorada em cárcere por um mês em Cuiabá

Vítima teria sido mantida em cárcere por cerca de 30 dias, sofrido agressões físicas e violência sexual

Reprodução

Artur da Silva Coelho teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia em Cuiabá

Artur da Silva Coelho teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia em Cuiabá

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Artur da Silva Coelho, de 19 anos, acusado de manter a namorada, de 21 anos, em cárcere privado por cerca de 30 dias em Cuiabá, além de praticar agressões físicas e violência sexual contra ela. A decisão foi proferida pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, durante audiência de custódia realizada na noite dessa quinta-feira (15).

Na decisão, a magistrada homologou o auto de prisão em flagrante e converteu a prisão em preventiva. Entre os motivos apresentados estão a gravidade concreta dos fatos relatados, o histórico de violência doméstica, o descumprimento de medidas protetivas em favor da vítima, além do risco de novas agressões contra ela.

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“No presente caso, o periculum libertatis encontra-se evidenciado pela gravidade concreta das condutas atribuídas ao custodiado, especialmente diante do histórico de violência doméstica, das reiteradas ameaças e agressões físicas relatadas pela vítima, bem como da suposta restrição de sua liberdade de locomoção, circunstância que exigiu intervenção policial para resgatá-la do imóvel onde estaria mantida contra sua vontade”, destacou a magistrada.

“Soma-se a isso a notícia de que o autuado teria praticado novos atos de violência mesmo após o deferimento de medidas protetivas de urgência em favor da ofendida, demonstrando, em análise preliminar, risco concreto de reiteração delitiva e de agravamento da violência”, acrescentou.

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Para a juíza, a liberdade do investigado representaria um risco à integridade física e psicológica da vítima, tornando insuficientes, neste momento, medidas cautelares alternativas à prisão.

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão e pediu a conversão do flagrante em preventiva. 

Já a defesa pediu liberdade provisória, contestou as acusações de cárcere privado e descumprimento de medidas protetivas e apresentou outra versão para os desentendimentos entre o casal. Também alegou que Artur sofreu agressões durante a abordagem policial e foi atingido de raspão por um disparo de arma de fogo.

Diante das alegações de violência policial, a juíza determinou o encaminhamento das informações pertinentes à Corregedoria da Polícia Militar para apuração.

O processo tramita no Núcleo de Custódia de Violência Doméstica e será redistribuído para a 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá.

O crime

O caso veio à tona na manhã de quinta-feira (15), quando policiais militares do 10º Batalhão realizavam patrulhamento pelo bairro Cidade Alta e ouviram uma mulher gritando por socorro dentro de uma casa.

Segundo o boletim de ocorrência, o imóvel tinha portas e janelas protegidas por grades. Os policiais conseguiram entrar com a ajuda da proprietária da casa, que possuía uma chave reserva, e resgataram a jovem.

Em relato inicial à polícia, a vítima afirmou que sofria agressões físicas, incluindo socos, chutes e puxões de cabelo, além de violência psicológica. Ela também relatou que teria sido obrigada a consumir entorpecentes e a praticar sexo contra a vontade, além de afirmar que o agressor teria cortado seus cabelos com uma faca.

Após o resgate, os policiais iniciaram buscas pelo agressor e o localizaram conduzindo uma motocicleta nas proximidades. Conforme o registro policial, ele fugiu ao perceber a presença da equipe, dando início a um acompanhamento por cerca de dois quilômetros.

Durante a fuga, o homem teria deixado cair um objeto posteriormente identificado como um simulacro de pistola. Após cair da motocicleta, ele fugiu a pé e entrou em uma área de mata, onde foi localizado e detido com apoio de outras equipes e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Após a prisão, em conversa com repórteres, o agressor ironizou a situação, disse que tem dez mulheres e, ao ser perguntado como faria para conversar com elas enquanto estivesse preso, respondeu: “Vai lá visitar, né?! Mulherada até chora”.

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