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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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26 de Outubro de 2017, 16h:22 - A | A

POLÍCIA / INIMIGO ÍNTIMO

Homem que matou namorada travesti com facada no pescoço é preso

O marido já vinha sendo tratado como principal suspeito pelo crime, mas na época ele negou a autoria.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



Sebastião Ribeiro Sobral, de 39 anos, foi preso por policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil (PJC), nesta quarta-feira (25), pelo assassinato da companheira dele, a travesti Ricardo da Costa Sousa, 47 anos, conhecida pelo nome social de “Michelle”. 

A delegada Juliana Palhares falou ao que em princípio a informação era de que a vítima teria sido assassinada com um tiro, mas na verdade foi alvo de uma facada no pescoço. O marido já vinha sendo tratado como principal suspeito pelo crime, mas na época ele negou a autoria.

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“Ele deu um golpe nela pelas costas com uma faca que a atingiu no pescoço. Quando chegamos ao local, ele negou os fatos, mas depois descobrimos que ele assumiu para algumas pessoas ser o autor do crime”, disse a delegada.

Na ocasião do crime, o assassino falou que não estava em casa quando a vítima foi morta e que tinha visto ela momentos antes, por volta das 12h30. Em seguida ele teria saído para encontrar um amigo.

Durante o atendimento pela equipe da delegada Juliana Palhares, a versão apresentada foi confirmada. No decorrer dos dias, duas pessoas que tiveram contato com Sebastião, logo após o crime, revelaram que ele era o autor da morte de Michelle.

Conforme a delegada Juliana Palhares, o crime é tratado como um feminicído, motivado pela condição de gênero, uma vez que a vítima se identificava como mulher.  “Ela morreu em decorrência da violência doméstica e do feminicídio”, afirmou.

Os policiais civis prenderam o acusado na mesma casa onde a vítima foi morta de forma brutal, no dia 11 de outubro, localizada no Residencial Altos do Parque, em Cuiabá.

Em 2015, a vítima entrou com pedido de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e o juízo de 1º grau indeferiu a solicitação.

A Defensoria Pública de Mato Grosso recorreu e conseguiu as medidas para a vítima, que se identificava e se vestia como mulher e sofria violência doméstica. O entendimento tem sido usado nos tribunais para outros casos de  pessoas trans.

Em setembro deste ano, a vítima Michelle requisitou novamente as medidas protetivas de violência doméstica contra o companheiro, Sebastião, de quem queria se separar. O fim do relacionamento não era aceito. Ele foi notificado no dia 4 de outubro e ela morta no dia 11.

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