Cuiabá, 26 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
26 de Outubro de 2026

14 de Março de 2025, 07h:00 - A | A

POLÍCIA / FORJOU ACIDENTE

Homem que matou amante pega 25 anos de cadeia em Rondonópolis

Douglas Souza Pacheco atropelou e arrastou propositalmente Katiane Rosa Prociuncula Dias, que pilotava uma motocicleta.

Reprodução

A pena do condenado foi fixada em 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

A pena do condenado foi fixada em 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

DO REPÓRTERMT



O réu Douglas Souza Pacheco foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Rondonópolis (a 212km de Cuiabá) por matar a amante atropelada. O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso e reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e contra mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio). 

A pena do condenado foi fixada em 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado. O julgamento ocorreu na terça-feira (11). Atuou no júri a promotora de Justiça substituta Ana Flavia de Assis Ribeiro. 

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Leia mais - Homem confessa que atropelou e matou a esposa em MT

Conforme a denúncia da 6ª Promotoria de Justiça Criminal de Rondonópolis, o crime aconteceu em novembro de 2022, por volta das 23h, na Rodovia Anel Viário Conrado Salles de Brito. Douglas Souza Pacheco atropelou e arrastou propositalmente Katiane Rosa Prociuncula Dias, que pilotava uma motocicleta, causando lesões que resultaram na morte dela. 

A motocicleta conduzida pela vítima, uma Honda CG Titan, foi atropelada por um veículo que fugiu do local do acidente. 

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil viram um veículo empurrando a motocicleta pela via pública, depois de atropelá-la e em seguida fugir sem prestar socorro.

Com o decorrer das investigações, a equipe policial apurou que estava diante de um crime de feminicídio e não de acidente de trânsito como apontado inicialmente. 

De acordo com o Ministério Público, o crime foi praticado por ciúmes (motivo torpe), de surpresa (mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e no ambiente da violência doméstica, uma vez que o homem era companheiro da vítima há mais de cinco anos.

Comente esta notícia