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Cuiabá, 14 de Julho de 2024
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02 de Novembro de 2017, 08h:55 - A | A

POLÍCIA / ASSASSINADA A PEDRADAS

Homem diz que matou boliviana após ter sexo interrompido

O corpo da vítima, que trabalhava como diarista, foi localizado no bairro Jardim Conquista, com o rosto deformado.

DA REDAÇÃO



A Polícia Judiciária Civil descobriu a autoria do assassinato da boliviana, Eugênia Surubi Parabá, 45, ocorrido no dia 20 de setembro, em Sinop (500 km ao Sul).  Paulo Henrique Batista, 24 anos, foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva, na noite de terça-feira (31).

Inicialmente, Paulo era testemunha do crime e passou a ser investigado como autor. Ao ser novamente ouvido, apresentou contradições e, sem saída, acabou confessando o crime. Paulo informou que voltava do trabalho por volta das 00h45, quando encontrou com a vitima na rua. A mulher teria o chamado para fazer um programa sexual pelo valor de R$ 50 reais, mas a vítima teria interrompido o ato sexual e tentado correr, quando ele a agarrou pelos cabelos e lhe deu uma ‘rasteira’.

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Segundo o assassino, a mulher tentou se desvencilhar chutando-o e gritando, momento que pegou um pedaço de pedra e desferiu três golpes contra a cabeça da vítima. Em seguida fugiu do local.

O pai do criminoso confirmou aos policiais a versão apresentado pelo filho. O assassino foi preso no Centro da cidade, próximo ao terminal rodoviário.

O caso

O corpo da vítima, que trabalhava como diarista, foi localizado no bairro Jardim Conquista, com o rosto deformado por pedradas. Ela estava com o short até o joelho e a blusa acima dos seios. A vítima estava sem documentos e assim a Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), passou a levantar informações para desvendar a autoria do crime, no inquérito policial presidido pelo delegado, Carlos Eduardo Muniz.

No dia seguinte ao homicídio, os investigadores receberam denúncia de uma suposta testemunha, que havia presenciado uma discussão entre a vítima e dois homens. Segundo a testemunha, um dos homens cobrava uma dívida e o outro seria o namorado da vítima. No relato, a testemunha informou que a mulher havia subido na bicicleta do namorado e saíram em direção ao bairro, onde foi encontrada morta.

Os policiais identificaram o namorado dela e quando ouvido, negou ter matado a mulher. Passado alguns dias, a testemunha prestou depoimento e reconheceu com 100 % de certeza o namorado da vítima, como sendo o homem que havia visto a boliviana subir na garupa da bicicleta.

Dias depois, a testemunha procurou a Delegacia e informou que estava sendo seguida por uma moto tornado vermelha, a mesma moto de propriedade do namorado da vítima. Foi pedida a prisão temporária do namorado da boliviana, tido como suspeito do crime, mas posteriormente os policiais aprofundaram as investigações e passaram a desconfiar da testemunha, que acabou reconhecendo uma motocicleta diferente da que havia informado que estava seguindo.

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